LIBERDADE, por Carlos Luna


DE UM ALENTEJANO!!!
SONETO: LIBERDADE///

Não sei explicar o que és, Liberdade!/...
Só sei que por ti se cruzaram lanças/
mesmo por que só fosses novidade/
contendo em ti todas as esperanças!//


Se estás presente, és vulgaridade./
Mas, se faltas, lá vêm as lembranças,/
e logo te transformas em saudade/
como de quando já fomos crianças!//

Não te viver, é dor p'lo que se não tem,/
é entender-te como já t'explicou/
Vardi, no "Va pensiero"(*), como ninguém!//

Quando voltas, gritamos:"Ela voltou!"/
porque, talvez mais do que seres um bem,/
és força que nenhuma morte matou!///

Estremoz, 16 de Outubro de 2014

 Carlos Eduardo da Cruz Luna
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(*) "Vai pensamento", Coro dos Escravos Hebreus; traduzido, erradamente, como "Vai, ó alma(s)"

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