Antes que seja tarde…

Um aspecto das casas degradadas no Largo do Espírito Santo.
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Várias Câmaras Municipais estão endividadas até às orelhas, como se costuma dizer.
O Município de Estremoz não está ainda na zona mais negra da lista, mas ao que tudo indica, o seu presidente – Luis Mourinha – tudo está disposto a fazer para colocar nos ombros de cada estremocense, mais uns milhares de euros de dívida…
A compra indiscriminada de imóveis, as iluminações de Natal, os projectos megalómanos como a Zona Industrial de Arcos, etc., são exemplo do que não se deve fazer em tempos de crise.
Vários municípios já cortaram nas iluminações de Natal, mas por cá vamos sorrindo e andando em frente…
São os próprios comerciantes a afirmar que o dinheiro que se gasta nestas coisas era melhor estar nas mãos das pessoas…
Dezenas de milhares de empresas declaram falência, mas Mourinha quer uma zona industrial em Arcos e “loteamentos” para comércio e serviços em Veiros.
Diz ter encontrado uma dívida municipal maior do que esperava, mas atira-se a comprar imóveis sem conta nem medida, aumentando essa mesma dívida.
Poupar em tempos de crise é ter a imaginação suficiente para não gastar acima das nossas possibilidades enquanto concelho do interior, sem tecido industrial forte e sem recursos assinaláveis.
Poupar em tempos de crise é criar um plano concelhio de recuperação das casas degradadas que dê casa a quem dela precisa, que dê emprego aos pequenos empresários ligados à construção civil e que mude radicalmente o aspecto desta cidade que é linda mas tão mal tratada pelos vários poderes municipais e centrais.
Poupar é criar emprego.
Criar emprego é apoiar os micro empresários e trabalhadores por conta própria.
Poupar não é chegar a Novembro e poupar nos post’it ou nas esferográficas.
O que se espera da liderança municipal é que saiba evitar os maiores “apuros” em datas limite e situações críticas.
Mas poupar não pode ser à custa dos direitos dos trabalhadores municipais ou dos subsídios de acção social.
Poupar é não gastar e é para hoje.
Amanhã será tarde de mais.

Luis Mariano

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