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FELIZ PÁSCOA

http://tododiacomdeus.blogspot.com/2009/04/verdadeira-pascoa-jesus-cristo.html



Celebra-se hoje, para mim e para a maior parte dos católicos, o dia mais importante do nosso calendário: a Páscoa!
O nome Páscoa surgiu a partir da palavra hebraica "pessach" (passagem), que para os hebreus significava o fim da escravidão e o início da libertação do povo judeu. Esta libertação foi marcada pela travessia do Mar Vermelho, que se abriu para "passagem" dos filhos de Israel que Moisés conduziria para a Terra Prometida. Para os cristãos, a Páscoa é a passagem de Jesus Cristo da morte para a vida: a Ressurreição. A passagem de Deus entre nós e a nossa passagem para Deus. É considerada a festa das festas, a solenidade das solenidades, e não se celebra dignamente senão na alegria.
Hoje celebra-se o triunfo da LUZ sobre as TREVAS!
Hoje celebra-se o triunfo da VIDA sobre a MORTE!
Hoje celebra-se o triunfo do AMOR sobre o SOFRIMENTO, sobre a DOR!
Como é referido hoje em muitas homilias:
“A ressurreição de Jesus prova precisamente que a vida plena, a vida total, a libertação plena, a transfiguração total da nossa realidade e das nossas capacidades passam pelo amor que se dá, com radicalidade, até às últimas consequências. É nessa direcção que conduzo a caminhada da minha vida?”
Procuremos na livre escolha das nossas acções honrar este mandamento único "amai-vos uns aos outros como eu vos amei", estaremos a honrar a morte do Senhor. Vale a pena lembrar que o mandamento único implica livremente oferecer a outra face, pois foi assim que Jesus nos amou, e não através do facilitismo da vingança.
Um dos maiores desafios de Deus aos Homens foi o livre arbítrio. Deus tem esperança em nós. A doutrina da Igreja é marcada por esse livre arbítrio. “Os totalitarismos foram condenados pela Igreja, particularmente os que no Leste retiravam ao homem a capacidade de decidir, em função da promessa de uma suposta igualdade material”. Todos os regimes, de esquerda ou de direita, opressores da iniciativa individual são por definição contrários ao dever de o Homem tomar decisões em liberdade. Das decisões podem advir maus resultados, porque as decisões podem ser as erradas. Só que a liberdade que Deus nos deu passa por nos permitir escolher o erro, e esperar até ao fim que não o façamos.

“Já ninguém viverá sem luz da fé,
Já ninguém morrerá sem esperança;
O que crê em Jesus venceu a morte:
Ressuscitou o Senhor Jesus!”

Feliz Páscoa!
Já agora vale a pena pensar nisto.

por, Nuno Rato

Sensibilidade e bom senso II


Em Fevereiro de 2007 publicou este jornal uma crónica minha intitulada "Sensibilidade e bom senso", a qual versou sobre o abate injustificado de árvores no espaço urbano de Estremoz. Passados 3 anos e, curiosamente, na mesma semana em que a RTP 2 inicia a difusão de mais uma adaptação televisiva de uma obra de Jane Austen (desta feita, "Emma"), volto ao mesmo tema pelas piores razões: o abate criminoso de árvores continua.
Classifiquei de "criminoso" o abate de árvores mesmo sem ter a certeza se, do ponto de vista jurídico-legal, se trata efectivamente de um crime ou de uma mera violação das normas de conduta social (de uma contra-ordenação, portanto). Enfim, a classificação jurídica do acto pouco importa agora, para mim é um crime e ponto final. De facto, não vejo qualquer similitude entre um estacionamento proibido – o qual basta remover o carro e o problema fica resolvido – e destruir o património arbóreo (com dezenas, quiçá centenas, de anos de vida) que integra a nossa paisagem. Neste último caso, é toda uma memória colectiva que é banida da nossa vivência e cuja reposição da situação anterior ao "crime" só ocorrerá, na melhor das hipóteses, quando a maior parte de nós já estiver na quinta dos pés juntos a fazer tijolo.
Há 3 anos vi tudo o que se estava a passar, ao vivo e a cores, com estes que a terra há-de comer; desta vez só quase 2 anos depois vim a saber do crime e… através de terceiros. Há 3 anos, o crime foi cometido dentro da cidade de Estremoz; desta vez, o crime foi cometido na antiga estrada N4, a seguir à passagem de nível da Fonte do Imperador. No dizer de Alejandro Casona "as árvores morrem de pé"… pois mas isso é quando morrem de causas naturais; desta vez as árvores foram assassinadas de pé, através de uma poda excessiva deliberadamente feita com a intenção de as matar. Ora aí está uma daquelas coisas que me chateiam: quem ordenou, quem consentiu, quem não agiu, fê-lo de forma dissimulada com o claro propósito de matar e ao mesmo tempo com a intenção de dar ares de "acidente", facto que torna ainda mais hediondo este crime com recurso à tortura. Só de uma coisa os criminosos não podem ser acusados: da ocultação dos cadáveres. Os restos mortais das árvores continuam lá… de pé.
A minha veia romanesca leva-me a chamar "túnel verde" às estradas circundadas de árvores de grandes dimensões, por sempre ter visto neles a simbiose perfeita da intervenção do Homem em harmonia com a Natureza. Ali, no antigo caminho para Lisboa havia um… que alguém se encarregou de destruir de forma irremediável. Esse alguém havia de ser condenado, no mínimo, a repor aquilo que destruiu. Já não seria para proveito daqueles que hoje integram o mundo dos vivos, porém, tenho a certeza que os nossos netos ainda se iriam deliciar com o túnel verde.
Notas:
Publicado na edição de 01Abr2010 do Jornal Brados do Alentejo;
Também publicado em ad valorem;
As imagens são do autor ou foram colhidas nos locais para os quais apontam as respectivas hiperligações.
Imagem retirada de: 

Os sábados de manhã, em Estremoz ou melhor “o mercado de sábado” são de facto, em muitos sentidos, riquíssimos!
Destaco um acontecimento que, para mim, ilustra a anterior adjectivação sobre esta nossa cidade: o (re)encontrar amigos e com eles, de viva voz/cara a cara, podermos dialogar.
Num desses sábados, (re)encontro, como habitualmente, o meu amigo professor Hernâni Matos. Entre outras coisas, falámos sobre blogues e facebookers de Estremoz. Em concretamente de um facebooker (ou domínio do facebook) sobre Estremoz, que detém. Ele comentava que seria interessante juntar num encontro os “amigos” todos. Não posso precisar, mas também atirou a ideia de esse facebooker ter vários administradores, pois seria mais fácil editar posts assim como gerir os respectivos comentários.
Conhecendo eu, a forma activa de ele estar na vida, de viver em sociedade participando cívica e activamente nela (ao contrário de muitos que “apenas passam”), não me surpreendeu, umas semanas depois, o Hernâni ter-me enviado um email, contando-me a sua ideia e a iniciativa que a Associação Filatélica Alentejana pretenderia desenvolver.
Das ideias/princípios do projecto, houve duas que de motus proprio levaram-me a dizer imediatamente que SIM:
1- Amar Estremoz;
2- Postar livremente, mas assumindo as ideias ou intervenções.
Se sobre a primeira não me é fácil em poucas linhas aqui falar dela, da segunda poderei resumir um porquê em poucas palavras.
A LIBERDADE responsável foi algo que me foi transmitido pelos meus pais, que com outros professores pude vivenciar e que hoje pertence aos meus genes.
A LIBERDADE de forma consciente assumir e exprimir a minha opinião mas respeitando – SEMPRE – o outro.
A LIBERDADE de ter a minha fé – Católico, e a minha ideologia – PPD/PSD, que padronizam as minhas acções e reflexões mas que nunca se sobrepõem à fé (ou falta dela) e ideologias de outros.
A LIBERDADE de ouvir, intervir mas aprender sempre.
Por apenas isto, que anteriormente referi, e por tudo o mais eu dou a cara!







Nuno Rato

Eu dou a cara



A comunicação “on line” está na ordem do dia.
Qualquer de nós é protagonista diário de uma saga que tem a ver com rotinas diárias que passam pela utilização da www, nos seus múltiplos aspectos:
- motores de busca para recolha de informação;
- correio electrónico para difusão de mensagens;
- redes sociais como o Facebook, para convívio e partilha de informação.
Hoje os eventos são eventos à escala planetária, cuja divulgação se processa à velocidade de um click.
Somos cidadãos do Mundo e neste ano de 2010, em que se comemora o Centenário da I República Portuguesa, quer queiramos ou não, somos os herdeiros lusitanos da Revolução Francesa, arauta dos valores da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade entre os homens.
Pesem embora alguns desvios de percurso, aqueles são valores que permanecem actuais e que urge honrar e revitalizar, porque os grandes valores são eternos. Têm a dimensão do Homem e/ou de Deus. A opção fica ao critério de cada um, porque é isso que é ser um Homem Livre.
Hoje não podemos estar de costas viradas uns para os outros.
A Liberdade exige Responsabilidade e não pode ser Anarquia em nome do combate à Tirania.
A Cidadania exige que cada um de nós dê a cara e se assuma de corpo inteiro, não se refugiando no anonimato ou o que é pior do que isso, não se mascarando cobardemente atrás de um pseudónimo, que muitas das vezes não é mais que o auto-reconhecimento da incapacidade de ser um Homem Livre.
Hoje, comunicar é importante. Tão importante como respirar ou comer. É igualmente um acto que deve ser assumido de uma forma ética. Hoje, não é admissível que ninguém, em nome de nenhuns pseudo-valores, tente rebaixar os outros, para se elevar a si próprio. Hoje e muito bem, fala-se em Ética da Comunicação.
Hoje, que somos Homens Livres, devemos ter respeito pela Dimensão dos Outros, bem como respeito pela Propriedade e entre ela a Propriedade Intelectual. Um acto de comunicação na www, não pode ser um mero acto de corte e colagem. São atitudes que devem ser reprovadas pela Comunidade. A Elevação do Homem é fruto necessariamente do Trabalho e do Aperfeiçoamento, mas nunca da facilidade, nem do facilitismo.
São estes alguns dos valores em que acredito. Por eles dou a cara neste blog, no qual, como diria Ives Montand, serei “compagnon de route” de amigos que não pensam como eu, mas que eu respeito na sua Individualidade, porque como Homens de Corpo Inteiro, dão a Cara, na defesa dos Ideais em que acreditam. Posso discordar deles, mas respeito-os.
Essa a Postura que será sempre a minha, neste blog de Homens de Corpo Inteiro, que aqui resolveram partilhar o seu amor a Estremoz.