FIM DE LINHA!

No meio de tantas situações caricatas e curiosas a que temos vindo a assistir, esta é mais uma delas, só que, mais aberrante, por demonstrar o desvario de um desgoverno sem sentido, sem lógica e sem racionalidade.
A linha de caminho de ferro que liga Estremoz a Évora foi toda remodelada, e quando digo toda é mesmo toda, desde travessas aos carris passando pela estrutura de suporte da mesma, depois de terem cortado a ligação com Portalegre.
Inicialmente, no tempo da Secretária de Estado Ana Paula Vitorino, começou por decidir-se pela sua desactivação, mas, depois, dadas as maravilhas do TGV, foi anunciado, aqui em Estremoz, que a linha já não seria desactivada, porque era essencial para fazer a ligação à capital do Distrito e à estação do TGV de Évora.
Perante esta nova decisão, a linha foi toda remodelada. Concluída a obra a linha foi desactivada! É isso mesmo, é inacreditável, mas é a pura da verdade. A linha, novinha em folha, cuja remodelação custou, certamente, largos milhares de euros, foi desactivada, sem mais nem porquê.
Aliás, mesmo que continuasse activa, era uma linha que suscitava curiosidade, posto que à entrada de Évora os carris já tinham sido levantados e substituídos por uma ciclovia, pelo que o fim de linha terminava algures no meio do nada.
Mas, pelos vistos, parece que isso era pouco importante para quem decidiu remodelar toda uma linha que terminava numa estação desactivada em Estremoz e em Évora, no meio do nada!
Perante esta questão há uma pergunta que se impõe: para que se gastaram milhares de euros na remodelação da linha de caminho de ferro Estremoz/Évora, para, logo que a obra terminou, desactivar-se a linha?
Certamente que alguém ganhou dinheiro com a obra, posto que ninguém trabalha de borla, nem compra materiais e contrata pessoas sem ter assegurado o rendimento da obra adjudicada. Certamente que alguém ganhou dinheiro com a sucata proveniente da linha velha, posto que a Refer não ficou com o material.
Até hoje, que eu saiba, ninguém foi responsabilizado pelo dinheiro gasto numa obra que, após terminada não serve para nada. Até hoje, que eu saiba, ninguém foi responsabilizado pela decisão de encerrar a linha onde se gastou tanto dinheiro.
Este é apenas um exemplo do desgoverno que temos tido ao longo destes seis anos, sem que alguém seja responsabilizado pelos desvarios das decisões tomadas e do dinheiro que se gastou com elas.
É preciso não esquecer que o dinheiro gasto é nosso, porque provém dos nosso impostos, e podia ter sido gasto noutro sitio mais útil e melhor aproveitado, em vez de gerar apenas despesa que teve que ser paga.
Este fim de linha é bem ilustrativo do desgoverno PS, que nos levou à situação em que nos encontramos e obrigou ao pedido de ajuda externa, pois o dinheiro que agora nos vão emprestar é o mesmo que este governo gastou durante os últimos seis anos.
É isto que não poderemos esquecer mais.
Não podemos permitir que Portugal tenha um fim de linha!



A 18 DE MAIO COMEMORA-SE O DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS EM ESTREMOZ

. Abertura gratuita do Centro de Ciência Viva de Estremoz (somente para residentes em Estremoz), Museu Casa Agrícola José Matos Cortes, Museu de Arte Sacra de Estremoz, Museu do Bombeiro de Estremoz, Museu Militar do Regimento de Cavalaria nº3, Museu Municipal de Estremoz Prof. Joaquim Vermelho e Museu Rural de Estremoz da Casa do Povo de Santa Maria.

. Actividades educativas para público escolar: Centro de Ciência Viva de Estremoz (9:30h: História da Gotinha de Água e 14:30h: Visita guiada à exposição permanente e Pedreira); Museu Casa Agrícola José Matos Cortes; Museu Municipal de Estremoz Prof. Joaquim Vermelho; Museu Rural de Estremoz da Casa do Povo de Santa Maria de Estremoz (marcação prévia em todos os museus)

.Visitas guiadas gratuitas: Museu Municipal de Estremoz Prof. Joaquim Vermelho; Museu Militar do RC3; Museu de Arte Sacra de Estremoz; Museu Casa Agrícola José Matos Cortes; Museu Rural de Estremoz da Casa do Povo de Santa Maria de Estremoz (para grupos e sob marcação em todos os Museus)

.10h às 16h: Artesãos a trabalhar ao vivo no Museu Municipal - Mestre Joaquim Carriço (Rolo), Mestre José Vinagre, Mestre Roberto Carreiras e Mestra Maria Luísa da Conceição


Contactos para marcações:

Museu Municipal de Estremoz Prof. Joaquim Vermelho: 268339219
Centro de Ciência Viva de Estremoz: 268334285
Museu Militar do RC3: 268337600
Museu de Arte Sacra de Estremoz: 967528298
Museu do Bombeiro de Estremoz: 268337362
Museu Rural de Estremoz: 268339219

Esquerda

Está perto mais um acto eleitoral para a eleição directa dos deputados à Assembleia da República, e de forma indirecta para a escolha do Primeiro-Ministro e do Governo de Portugal. Estas eleições acontecem rodeadas de uma crise económica e financeira e assentes no debate da ajuda externa que o País solicitou.
Mas o Portugal de hoje tem alguma coisa a ver, por exemplo, com o Portugal da segunda metade do Século XX? Nos anos 50 e 60 o País era atrozmente desigualitário.
Ao longo destes 37 anos de democracia o País mudou. Mudou, e muito, e com ele fomos percebendo que nenhum País pode desenvolver-se e ser feliz se a grande maioria dos seus concidadãos forem pobres.
Mesmo sabendo-se hoje em que há novas formas de pobreza, que pobres sempre haverá, a preocupação com as desigualdades sociais deve ser uma das grandes preocupações do novo Governo, assim como a valorização do mérito.
A redução das desigualdades sociais deve ser um dos pilares do novo executivo, mas com medidas sérias e não somente nos discursos de campanha. Não basta apresentar documentos que reflectem estudos onde se concluem que a meta em 2020 é que a pobreza diminua em 200.000.
Não se pode viver em ambiente de cinismo político constante, e onde ingenuamente vamos ouvindo que se luta por uma sociedade mais justa ou, onde nas entrelinhas se vai afirmando, que os pobres apenas existem porque não querem trabalhar. Este cinismo mina a coesão da sociedade.
Estas eleições abrem um espaço à esquerda, à esquerda democrática ou social democracia, como se lhe queira chamar, uma nova esquerda (talvez uma 4.ª via) que não se feche no interior dos aparelhos partidários e se abra a novas ideias de manutenção e reforço do Sistema Nacional de Saúde, da Educação Pública, da Segurança Social…etc.
Mas para isso também é preciso que a esquerda democrática se refunde, e as próximas legislativas também vão ser isso mesmo.

Foi um Êxito o 1º Encontro de Antigos Alunos de Estremoz - Capítulo II

O prometido é devido.

Conforme o combinado e a pedido de "várias famílias" aqui vos deixo mais uma quantidade não determinada de fotos do encontro.

Espero que gostem.













































FOTOGRAFIA CONTEMPORÂNEA BRASILEIRA NO MUSEU DE ESTREMOZ







De 15 de Maio a 10 de Julho, vai estar patente na Sala de Exposições Temporárias do Museu Municipal de Estremoz Prof. Joaquim Vermelho, a exposição “30 anos de Fotografia” colecção de Rosely Nakagawa. Esta mostra é acompanhada por uma conferência no dia da inauguração, 15 de Maio, pelas 16h, com o título “Fotografia Brasileira Contemporânea:1970 a 2000”, a proferir pela coleccionadora no referido Museu.

Segundo Rosely Nakagawa, a exposição que apresenta no Museu de Estremoz, reflecte o seu percurso profissional, pois cada imagem da colecção tem um pouco da sua história, que marca o início de uma relação profissional, com o acompanhamento da trajectória dos fotógrafos, que se confunde com a sua formação. Esta colecção é, na realidade, o seu portfólio pessoal.

A presente mostra já circulou pelo Brasil e esteve patente nos EUA e Japão, vindo pela primeira vez para a Europa através do Museu de Estremoz.

O evento está integrado no programa cultural do VirVer Museus 2011.

A entrada é gratuita, estando patente de Terça a Domingo, no horário regular do Museu.

Rosely Nakagawa, em 1973 ingressa na Faculdade de Arquitectura e Urbanismo da USP. No ano seguinte, ganha uma bolsa de estudos na Enfoco.

Tornou-se assistente de Cristiano Mascaro, organizando mostras de alunos no laboratório fotográfico da FAUUSP com João Luiz Musa.

Montou a revista “Poetação” com a Miriam Korolkovas, a Tania Parma e o Milton Hatoum, a Editora João Pereira (homenageando o gráfico da FAU), com Rubens Matuck, a Luise Weiss e Feres Khoury, com a colaboração da Renina Katz. Criou com Thomaz Farkas a “Galeria Fotoptica”, onde organizou mostras até 1986. Depois deste período, começou a trabalhar de forma independente como coordenadora de mostras em museus e outras galerias. Até então, desenvolvia a sua actividade como editora de imagem e coordenadora de mostras.

Participou do “Fotofest” em Houston, Texas, e fez a mostra sobre futebol “Conduit de Balle”, no Centre Regional de la Photographie, em Nord-Pas-de-Calais, em França. Fez para Solange Farkas a curadoria do seu projecto no Museu Guggenheim do Soho, em Nova Iorque.

Em 1994 foi convidada para substituir a Stefania Brill na “Casa da Fotografia”, criada por ela na Fuji.

Desde que 2004 coordena as mostras das galerias Fnac Brasil, a convite da Martine Birnbaum e da Soraya Lucato, com a proposta de mostrar a produção brasileira na sua diversidade e complexidade, nas oito galerias no Brasil e no “Reencontres de Arles” 2007, em França.

Homenagem a António Telmo

 A Mesa de honra da Homenagem (Fotografia de Maria Miguéns) 
Um aspecto da assistência  (Fotografia de Maria Miguéns)
A Câmara Municipal de Estremoz homenageou no passado sábado, dia 7 de Maio, o Filósofo, Escritor e Professor António Telmo, falecido em Agosto passado, conforme noticiámos oportunamente. A Homenagem teve lugar na Biblioteca Municipal, estando presentes na Mesa de Honra, o Presidente da Câmara Municipal, Luis Mourinha, o Presidente da Assembleia Municipal, Martinho Torrinha, o Vereador do Pelouro da Cultura, José Trindade, a Professora Maria Antónia, viúva do homenageado e os amigos Professores João Fortio e António Simões, bem como o Dr. Pedro Sinde. Estes relembraram através das suas intervenções, o Homem e o Amigo que conheceram e do qual guardam muitas e boas recordações.