CONFERÊNCIA E EXPOSIÇÃO DE GENERAL FRANCO CHARAIS NO CENTRO CULTURAL DR MARQUES CRESPO, ESTREMOZ



Vai estar patente de 25 de Abril a 30 de Julho, na Sala de Exposições Temporárias do Centro Cultural Dr. Marques Crespo, em Estremoz, a mostra de pintura “História Viva”, pintura de Franco Charais. O tema inspirador é a preparação, realização e o pós Revolução de 25 de Abril de 1974.
No dia da inauguração, pelas 15h, o mesmo autor vai dar uma conferência sob o título – “25 de Abril de 1974: Golpe de Estado ou Revolução?”.
Franco Charais nasceu na cidade do Porto, em 1931, é general reformado do Exército Português.
Tendo colaborado na redacção do Programa do Movimento das Forças Armadas desempenhou, entre 25 de Abril de 1974 e 1982, funções na Comissão Coordenadora do Programa, Conselho de Estado, Conselho da Revolução e Comando da Região Militar do Centro e, após catorze anos à frente de um projecto de cooperação técnica com Angola, Moçambique, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, do qual foi fundador, decidiu dedicar-se a tempo inteiro à pintura, actividade em que, desde jovem, era autodidacta.
Desde 1995, em exposições individuais, vem mostrando os seus trabalhos nas galerias municipais de Albufeira, Aveiro, Beja, Carvoeiro, Coimbra, Évora, Faro, Lisboa (Padrão dos Descobrimentos, Cervejaria da Trindade, Museu Militar, Associação 25 Abril, Galeria Cchiado d´Arte ), Lagos, Loulé, Parede, Portalegre, Portimão, Porto, Guimarães, Setúbal, Santo Tirso, Sesimbra, Sintra, Silves, Vila Real, Vilamoura, Viena (Áustria), Boston (USA), Bona (Alemanha) e colectivas na Sociedade Nacional das Belas Artes, na ANAP, em Palos de La Fronteira, em Valência ( Espanha ), em Lourdes e Angoulême (França), no Japão (Okinawa) e Barcelona ( V Salão Internacional de Artistas Contemporâneos Independentes ).
Está representado em colecções particulares portuguesas e estrangeiras e nas colecções dos municípios portugueses atrás referidos. Pintor convidado de honra no 1º Salão de Artes Plásticas de Angoulême em França ( 2001).
É membro da Sociedade Nacional das Belas Artes.
Juntamente com Stela Barreto tem atelier aberto com o nome “MONTRA D´ARTE” , em Portimão.

FIAPE - 25 ANOS A PROMOVER ESTREMOZ


Todos reconhecemos a importância da FIAPE no desenvolvimento social e económico da nossa região. Esta feira é, com efeito, o principal momento do ciclo de vida anual do nosso Concelho, sendo também aguardada por muitos milhares de pessoas que, no final de Abril, nos dão a honra da sua... visita à cidade de Estremoz.
A FIAPE é ponto de encontro e de convívio das gentes do nosso Concelho e de pessoas dos mais variados pontos do Alentejo, de Portugal e, até mesmo, da vizinha Espanha. É local de importantes transacções económicas, de partilha de experiências e de saberes, de troca de contactos para compras e vendas futuras. É espaço anual de experimentação dos sabores que, desde sempre, distinguiram a nossa gastronomia, acompanhada pela qualidade dos nossos vinhos, uma tradição ancestral com importância crescente na economia local.
A nossa FIAPE tem vindo a conquistar o seu espaço no calendário anual das feiras económicas e, este ano, completa um quarto de século. Comemoramos os 25 anos da nossa feira com um programa que certamente irá ficar registado como uma das melhores feiras de sempre.
A exposição pecuária, organizada pela ACORE, será uma das mais concorridas dos últimos anos e apresenta novidades. Destaque para os diversos concursos pecuários e para a realização de colóquios com temas de interesse para a actividade diária dos agricultores.
A Feira de Artesanato vai na sua 29.ª edição e apresenta, para além dos excelentes trabalhos dos artesãos do nosso Concelho, uma interessante diversidade de peças de artesanato produzidas de Norte a Sul do País, com a particularidade dos artesãos efectuarem trabalho ao vivo. Também a Feira de Artes Decorativas continua a crescer e a ganhar o seu espaço próprio.
A maquinaria agrícola, o ramo automóvel e os sectores comercial, industrial e institucional têm um peso importante no número de expositores presentes. Os nossos produtos regionais (enchidos, vinhos, doçaria, queijos, azeites e licores) e a gastronomia serão um convite a voltar mais vezes: este ano e nos próximos…
A diversão e o convívio estão assegurados, quer pela qualidade dos espectáculos diurnos e nocturnos, quer pelo contagiante espaço jovem que animará a feira pela noite dentro. De destacar ainda a realização de um Festival Taurino e de garraiadas numa praça instalada junto ao recinto da feira, que farão as delícias dos aficionados.
Se ainda tiver dúvidas, deixo-lhe um último convite. Venha conhecer o novo bolo “RAINHA SANTA” e a nova peça da barrística de Estremoz, a “RAINHA SANTA ISABEL”. De certeza que vai querer provar o primeiro e levar para casa a segunda.
Por todas estas razões, não deixe de visitar a FIAPE 2011 e aproveite para descobrir porque razão afirmamos que ESTREMOZ TEM MAIS ENCANTO…

Luís Filipe Pereira Mourinha
Presidente da Câmara


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MUDAR MENTALIDADES



Surpreendeu-me, pela positiva, um artigo publicado no jornal Diário do Sul sobre cursos ministrados pela Câmara do Alvito sobre empreendedorismo, porque é um caso raríssimo de preocupação sobre a mudança de mentalidades.
Ao contrário do que costuma ser a postura das Câmaras Municipais e do Governo Central, que gostam de criar dependências da sociedade civil sobre si, para que possam garantir o seu poder, a Câmara do Alvito dispôs-se a fazer exactamente o contrário.
Percebeu a Câmara do Alvito que há que mudar, de uma vez por todas, a mentalidade das pessoas de que o Estado é o pai de todos nós e que, por isso, tem a obrigação de tudo resolver e solucionar, garantindo-nos a nossa existência.
Com estes cursos, intitulados “Aprender a Empreender”, para os alunos do ensino básico, com programas adaptados às várias idades, pretende a referida autarquia mudar as mentalidades dos jovens, para que tomem conhecimento de todo um mundo que lhes poderá dar outra perspectiva de futuro.
Esta é uma lição vinda de uma região do interior do país que se debate com graves problemas de desertificação e que não tem problemas em mudar a mentalidade da sociedade civil, para que os jovens de hoje não sejam os adultos do amanhã dependentes do poder público.
A aceitação destes cursos pelos alunos provam que há uma necessidade imperiosa de mudança de mentalidades e as suas respostas são a prova visível do que já podia e devia ter sido feito, para que o Portugal de hoje tivesse outra capacidade de criação de riqueza e tivéssemos tido outro crescimento económico.
Este é um bom exemplo que deverá ser seguido por todas as Câmaras e pelo Ministério da Educação, porque esta é a verdadeira formação para a criação de capacidade de criar riqueza e promover o crescimento de Portugal.
É esta mudança de mentalidade que tem que ser feita na geração mais jovem para que ela seja capaz de perspectivar o seu futuro sem que seja dependente do poder público, criando uma sociedade civil forte e empreendedora, capaz de criar riqueza e gerar desenvolvimento económico.
Mas este tipo de cursos deve ser alargado a todos os restantes ciclos de ensino, bem como a todos os desempregados, para que desde já se inicie, uma mudança de mentalidades e toda uma nova percepção de todo um mundo diferente que lhes poderá proporcionar um futuro melhor.
É educando para o empreendedorismo que poderemos começar a perspectivar um futuro diferente, para melhor, assente na criação de riqueza, que seja o motor do desenvolvimento económico de Portugal, capaz de alterar e inverter a desertificação do país.
Esta tem que ser a primeira e fundamental reforma do sistema educativo, porque é com esta forma diferente de ver e olhar a vida que os cursos superiores ou técnicos se tornarão no instrumento ou ferramenta criadora de riqueza e serão o motor do crescimento económico.
Esta perspectiva empreendedora tem que ser dada aos nossos jovens para que despertem para uma realidade que lhes pode dar uma perspectiva de futuro independente.
É urgente mudar mentalidades!


Caminhos para sair da crise



O primeiro passo está dado: a convocação de eleições. De facto este governo estava a aplicar medidas que nunca tinha proposto aos portugueses. Como todos nos lembramos começou por prometer criar 50.000 postos de trabalho e acabou com medidas económicas que fizeram subir o desemprego a níveis nunca antes imaginados… Pode-se dizer que, à época, não se sabia a dimensão da crise. Mas mesmo assim os eleitores devem dizer que medidas preferem para resolver o famoso “deficit”. Pedir mais dinheiro emprestado ao FMI e aplicar as suas medidas draconianas (como a escola de Chicago fez no Chile em 1974) com uma penalização ainda mais exacerbada dos mais pobres ou, pelo contrário, taxar as transferências milionárias para os “offshores” (só na Madeira de 3000 empresas apenas 2930 pagaram impostos em 2009), criar um imposto sobre as grandes fortunas (1% garantia a sustentabilidade da Segurança Social para os mais carenciados), aumentar o apoio aos desempregados (como recomenda o Nobel da Economia, Paul Kruggman), obrigar os Bancos a pagar o mesmo IRC (25%) que qualquer comerciante ou pequeno industrial, etc. Mais do que decisões de impacto económico são decisões políticas: Quem vai, ao fim e ao cabo, pagar a crise? Os mais pobres ou os mais abastados? É isto que se vai decidir nas próximas eleições… As medidas “tipo-FMI-sem-FMI” que Sócrates implementou foram redigidas em alemão. O PSD diz que as vai aplicar se ganhar as eleições mas que o país sentirá menos… Ora isto é ridículo e prova apenas uma coisa: PS e PSD vão apresentar o mesmo programa eleitoral, vão é ter uma trabalheira para que isso não se note… Aqui para nós todos os votos que caírem no centro e à direita são votos no FMI, sem que este apareça nos boletins de voto. Sabendo disto, Cavaco Silva vai mais longe: quer um governo de coligação PS / PSD. Mas o que eu gostaria de saber é o que pensam disto os socialistas que ainda se revêem numa política de defesa do estado social. Nota – Já depois de publicadas estas notas, surgiu a esperada notícia de pedido de apoio à União Europeia. Francisco Louçã também já disse o que era esperado: não contem connosco para viabilizar cortes nas reformas, nos salários ou noutros direitos. Mas também é verdade que metade da “dívida” foi causada pelos Bancos: não é pública, é privada! Mas mesmo essa parte, somos todos nós que vamos pagar.

Luis Mariano

SÃO ENGRAÇADOS, ELES!



Esta última semana foi vê-los num corrupio de discursos e chamadas de atenção à nação sobre o bom senso, a cordialidade e consenso, para chamarem à “razão” a oposição, sobre a necessidade de evitar o caos. O caso mais caricato foi o de Jorge Sampaio, ressurgido das brumas, nos apelos que fez, esquecendo-se do que já fez quando foi Presidente da República e da decisão que tomou para, claramente, beneficiar o PS, tal como sucedeu. É preciso não esquecer que Jorge Sampaio cedeu à tentação de beneficiar o PS, depois de este se ter livrado de Ferro Rodrigues, justificando a sua decisão com a situação do país, à data, com um governo que gozava do apoio e legitimidade de uma maioria parlamentar. Agora, perante um governo minoritário, que levou o país ao caos em que nos encontramos, voltou a defender o PS, quando tudo justificava a tomada de posição que a oposição tomou, ao chumbar o PEC 4. À data em que Jorge Sampaio dissolveu o parlamento, pondo fim a uma maioria parlamentar, justificou-a com a actuação de um governo que não tinha feito, sequer, um décimo do que este fez, nem tinha levado o país à ruina, como este levou. Agora, como o governo é de esquerda e a esquerda só entende o funcionamento democrático quando ganha, bem como que a sua legitimidade está sempre acima de qualquer opinião do povo, era necessário vir dar todo o apoio ao moribundo governo PS. Para Jorge Sampaio uma maioria parlamentar legitima menos um governo do que uma minoria. Para Jorge Sampaio é preferível salvar um governo minoritário que levou o país à ruina do que um maioritário, cujo pecado mortal foi aumentar os impostos à banca e ao sector financeiro. São engraçados, eles! A outra graça hilariante da semana passada foi a crítica ao actual Presidente da República, feita pela esquerda, desta vez porque interveio, exorbitando, segundo eles, os seus poderes. Criticou-o a esquerda, porque nada fez para intervir no primeiro mandato, pactuando com as medidas do governo. Agora, que interveio, com um discurso sobre a realidade do país, exorbitou os seus poderes. Mas, quando já se evidenciava que o PEC 4 ia ser chumbado, aqui d’el rei que o Presidente da República tinha que intervir para que o PEC 4 não fosse chumbado. São engraçados, eles! Após o chumbo, o clamor contra a não intervenção do Presidente da República agigantou-se. Afinal, parece que a esquerda não sabe o que quer, anda indecisa sobre o que deve fazer o Presidente da República. Mas, se virmos bem, não anda indecisa, entende é que todos devem estar ao seu serviço, leia-se da esquerda, porque ela é que é a dona da legitimidade democrática e a democracia tem que funcionar como ela quer que funcione, não é para os outros andarem por aí a pensarem, porque para pensar está cá a esquerda. São engraçados, eles, são, são, mas mais vale cair em graça do que ser engraçado!

ENCONTRO DE ACTUAIS E ANTIGOS ALUNOS, PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS DAS ESCOLAS DE ESTREMOZ


A 23 de Abril (Sábado de Páscoa)
(por altura da FIAPE, com Almoço Convívio)

Preços do Almoço:

Adultos: 18,00 €
Menores dos 6 aos 12 anos: 9,00 €
Crianças até aos 5 anos: Grátis

Inscrições: mail:
ou

Telemóveis: 967008000 ou 963520369

Devem indicar:
Nº Total de Presenças (nº de Adultos, nº de Menores de 6 a 11 anos, nº de Crianças até aos 5 anos) e Eventual interesse em compartilharem a Mesa do Almoço com outro(a) Colega.

Inscrições até dia 16/4.

Atenção: Devem confirmar a vossa presença para os contactos indicados mais acima, com antecedência, dado que o número de lugares da sala é limitado.

Iniciamos o nosso encontro com uma concentração junto à Escola, pelas 10 horas, a que se seguirá uma visita guiada à mesma (NÃO A VÃO RECONHECER).

O Almoço Convívio começa às 12,30 horas, no Restaurante João do Cantinho.

O encontro é aberto a todos os antigos e actuais alunos, professores e funcionários das Escolas de Estremoz (incluindo os respectivos familiares), incluindo o antigo Colégio de S. Joaquim.

Compareçam a este reencontro de amigos e colegas, com quem passaram alguns dos melhores anos da vossa vida.

Divulguem esta nota por todos os vossos contactos (telefone, fax, email, facebook, twiter, hi5, "passa palavra" ou outro meio).

Os colegas que têm a seu cargo a organização deste evento são: Álvaro Ramos, António Mourato, José Capitão Pardal, Leonel Paínho, Luís Eustáquio, Manuel Gato e Paulo Borda de Água.



INCOMPETÊNCIA DE LUXO!



Já este ano ficamos a saber que o Estado Português vai devolver 170 milhões de euros de fundos comunitários para a agricultura porque não realizou as fiscalizações a tempo e horas, o que denuncia uma grave incompetência. Mais grave se torna quando, como consequência dessa incompetência os agricultores perdem verbas para investimento na agricultura, perdendo a economia, o interior, os trabalhadores e o país, pois é dinheiro que não é gasto em Portugal. Mas, apesar desta incompetência, o IFAP achou que merecia um lanche luxuoso, no valor de 26.600 euros, com direito a Palácio alugado e tudo, incluindo a presença do Ministro da pasta, para comemorar o dia de Reis. Como se fartam de trabalhar e cumprem os prazos para realizar as suas tarefas, de tal forma que temos que devolver dinheiro dos fundos comunitários, o IFAP entendeu que deveria dar um presente de Reis aos seus meninos e meninas, pelo seu bom comportamento e desempenho. Mas, para além deste luxuoso lanche de 26.600 euros em tempos de crise, consta que os funcionários do IFAP terão recebido um prémio pela sua produtividade, aquela que faz com que o Estado Português devolva 170 milhões de euros e que os agricultores percam o rendimento para investir na agricultura. A ser verdade que isto se passou, então a questão ainda é mais grave, porque significará que a incompetência é de luxo e compensa, não só com um lanche sumptuoso, como também com um bónus monetário. E quem foi responsabilizado pela perda dos 170 milhões de euros? E se por acaso os agricultores entenderem que o Estado lhes causou prejuízos com a sua incompetência? Vão continuar a dar lanches luxuosos para comemorar? É gritante a falta de profissionalismo e de responsabilidade, tudo se passando como se fosse a coisa mais natural deste mundo perder 170 milhões de euros. O mais grave disto tudo é que a Comissão Europeia já por várias vezes alertou Portugal que não está a cumprir as suas obrigações e que esse incumprimento tem penalizações, mas parece que não lhes ligam nenhuma, continuando, paulatinamente, a fazer os controlos quando e como querem. Para além de tudo isto, o IFAP ainda acha uma glória ter diminuído os prazos de pagamento de 20 para 5 meses, não querendo perceber que nem de 5 meses devia ser o prazo de pagamento, devia ser a pronto. Esta fuga sistemática à realidade, à responsabilidade e ao brio profissional é assustadora e reveladora do estado em que se encontram os serviços. Os funcionários do IFAP deviam passar a receber o seu ordenado com 20 meses de atraso e depois com 5 meses, para ver se eles percebiam o que estavam a fazer aos agricultores. Aposto que nessa altura haveria gritaria e ranger de dentes, porque os direitos deles estavam a ser violados. Mas, e então, eles não estão a violar os direitos dos agricultores ao não fazerem os controlos a tempo e horas, ao levarem à devolução de 170 milhões de euros e ao pagarem com 20 meses de atraso?