AO QUE CHEGOU A JUSTIÇA!

Imagem retirada do blogue Visão Panorâmica.
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Já por diversas vezes escrevi sobre o facto de a justiça se encontrar numa situação pior do que a da saúde, só não tendo tanta visibilidade porque só quem dela se utiliza é que percebe o estado em que se encontra.
Muitas das decisões politicas que têm sido tomadas nos últimos anos contribuíram, não para resolver o problema, mas para o agravar, na ânsia de deixar um nome ligado a uma chamada reforma da justiça.
Quem exerce advocacia há mais de dez anos percebe perfeitamente a diferença, para pior, no que se tem tornado a justiça, num caminho descendente para o abismo ou mesmo para um buraco negro.
Alguns exemplos ajudam a perceber a situação actual da justiça.
A chamada reforma do mapa judiciário criou um problema maior do que aquele que queria resolver, uma vez que na intenção de quem o criou estava apenas uma questão economicista, julgando que os números traduzem uma realidade que não existe.
Entenderam os entendidos que juntando tudo no mesmo sitio se resolvia o problema. Nada de mais errado e a prática tem-no demonstrado abundantemente.
Outra das famosas reformas é desjudicialisar processos, isto é, retirar competências aos Tribunais e criar uma figura ao lado que aparece como salvadora da pátria para resolver os problemas da pendência, o que não é verdade, antes pelo contrário, tem criado mais problemas.
Um erro crasso, posto que a causa permanece inalterada, tal como se tivermos infiltrações em casa pintarmos as paredes e os tectos mas não repararmos o telhado. É certo e sabido que as infiltrações não desaparecem por efeito da pintura.
Outro dos erros monumentais foi transformar a taxa de justiça num verdadeiro imposto como forma de diminuir os processo entrados, o que sucedeu, mas os litígios não diminuíram, acentuando-se o conflito latente entre as pessoas.
A junção dos cofres dos Tribunais num Instituto de Gestão Financeira, promoveu o descalabro completo da gestão dos Tribunais. Outrora com dinheiro, passaram à penúria completa, descobrindo-se, depois que há contas do ITIJ que ninguém conhece de milhões de euros, etc, etc.
A gestão dos Tribunais hoje é um autêntico quebra-cabeças, pois o dinheiro que lhes é enviado não chega, sequer, para as despesas diárias e Tribunais há que ficaram sem telefone e internet por falta de dinheiro para pagar as contas, impedindo o seu funcionamento, uma vez que os processos são geridos por um sistema informático ligado em rede.
Um dos exemplos desta penúria em que se transformaram os Tribunais é o Tribunal de Estremoz, onde nem dinheiro para reparar o soalho há, estando remendado com fita adesiva de embrulho para que os tacos de madeira não saltem ou a chuva que cai na novíssima sala de audiências que, com menos de um ano ficou inutilizada e não pode ser utilizada.
Mas houve dinheiro para frotas de automóveis dos directores do ITIJ!
É confrangedor ver ao que chegou a justiça!
o

ESTREMOZ - Resultados das Eleições Presidenciais 2011


Presidenciais 2011 - A causa de uma luta


Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

A 23 de Janeiro seremos mais uma vez chamados a cumprir o dever cívico de eleger o Presidente da República. A democracia está em causa? Não. Poderia ter outra qualidade? Sim.
Para quem acredita que a política deve ser feita de causas, que o Presidente da República deve ser um Homem de causas, alguém que conduza a candeia e resista à política fácil, alguém que quando é preciso Diz Não, então a escolha está feita.
O que mais admiro em Manuel Alegre é a sua vitalidade e a sua combatividade de homem que acredita em causas. Manuel Alegre é importante na política como defensor de uma democracia mais qualitativa e menos dada a atropelos de princípios.
O poder está nas nossas mãos e devemos exerce-lo a 23 de Janeiro. Com o voto em Manuel Alegre seremos, cada um, mais uma voz a dizer não. Uma voz disposta a não se deixar submeter.
Manuel Alegre é um homem controverso? Sim. Mas não são todos os grande homens assim? Acredito que Manuel Alegre é um homem que resiste ás coisas fáceis e mundanas e transporta a candeia que nos indica o caminho colectivo de um novo paradigma político.

SONHAR 2011...


Como em matéria de sonhos somos mais livres que no resto, seriam precisas muitas páginas para explanar sonhos e desejos, mas, aqui vai…

Nacional:

A eleição de Manuel Alegre para Presidente da República seria uma vantagem não negligenciável para todos.
Cavaco Silva foi PM mais de 10 anos e PR mais de 5 não é uma novidade. A sua Comissão de Honra pejada de implicados no “estado a que isto chegou” também não.
Os seus amigos (entretanto “convenientemente” desaparecidos da ribalta mediática) do BPN que já nos custaram milhões de milhões continuam a assombrar as nossas finanças. O “milagre económico” do Cavaquismo revelou-se afinal uma falácia de que ainda hoje sofremos as consequências. Era mentira…
Seria também importante que José Sócrates desse lugar a outro que não um Sócrates recauchutado como é o caso de Passos Coelho…

Regional:

Era bom que o Alentejo se entendesse (social e politicamente) quanto aos moldes de uma regionalização que não seja apenas para criar mais burocracia e “jobs”.
Que a regionalização se consume numa única região de Almodôvar a Nisa e de Elvas (porque não de Olivença…) a Sines era um bom sinal de coesão e unidade, na diversidade, que nos represente e faça desenvolver enquanto região.
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Local:

A recuperação e modernização da nossa cidade seria um óptimo incentivo a quem aqui queira residir ou desenvolver um negócio.
Adiar os projectos megalómanos e parciais, tipo Zona Industrial de Arcos ou Praça de Touros, seria uma prova de que o executivo municipal daria mais importância aos estremocenses mais necessitados do que aos grupos de pressão.
O “charme” que o PSD faz a Mourinha (dizendo inclusive que o MIETZ ganhou com os votos do PSD), o lugar que lhe deram na Associação Nacional de Municípios, a sua presença nos almoços com Passos Coelho e o facto de ser mandatário de Cavaco Silva em Estremoz, não abonam em favor de quem se afirma “independente por Estremoz”. Ora bolas: afinal foi só para enganar o Zé Povo...

Boas entradas!

TEMOS PENA!

No dia 22 de Dezembro foi aprovado na Assembleia da República um projecto do CDS sobre a reorganização das terras agrícolas e o seu aproveitamento agrícola, com os votos favoráveis do PSD, contra to PCP e a abstenção do PS, PEV e BE.
Para quem sempre ouviu a esquerda arrogar-se dona e senhora da reforma agrária, vulgo esbulho agrário, eis que, quando se lhes apresenta uma oportunidade pela frente, votam contra ou abstêm-se, sem mais.
Esta é a demonstração e a prova da autêntica farsa que é a esquerda no que respeita, entre outras, à política agrária e ao mundo rural, pois não pretendem senão a expropriação ou a nacionalização da propriedade a favor do Estado, tal como o PCP sempre quis e o BE agora propôs no seu programa.
Sempre ouvimos a esquerda aos gritos contra os malandros dos latifundiários, dos fascistas e dos exploradores do povo, mas, finalmente cai a máscara da esquerda com este comportamento e perante esta proposta, provando-se, finalmente, que o que lhe interessa é substituir-se aos proprietários, para ficar ela a única proprietária, tal como aconteceu na URSS e em todos os países onde vigorou e ainda vigoram as ditaduras socialistas.
A esquerda não está interessada em resolver os problemas alimentares, económicos ou a diminuição da produtividade alimentar e muito menos os dos trabalhadores agrícolas, apenas quer é deter a totalidade da propriedade.
Disso já nos tínhamos apercebido aquando da pseudo reforma agrária que o PCP implantou em 1975 no Alentejo, da qual resultou apenas a destruição total e completa da produção e dos meios de produção agrícolas de Portugal.
Mais recentemente tivemos outra tentativa de “reforma agrária” promovida pelo PS através da política realizada pelo Ministro Silva. Só o BE não conseguiu levar à prática o seu modelo porque não ganhou as eleições.
A esquerda está em estado de choque perante a proposta do CDS, por ter sido confrontada com uma verdadeira proposta de defesa do mundo rural, coisa que nunca quis.
TEMOS PENA!
O CDS propôs a introdução de um regime de emparcelamento rural para dar dimensão e capacidade económica à exploração agrícola, para que os nossos produtos possam competir nos mercados internacionais.
O CDS propôs a introdução de um regime dissuasor do fraccionamento da propriedade rural, exactamente pelas mesmas razões.
O CDS propôs a criação de um banco de terras abandonadas, começando pelas do Estado, para serem aproveitadas para os jovens agricultores, como forma de promover a inversão da desertificação e do abandono da agricultura.
É também uma proposta que acentua a organização do território, bem como perspectiva o aumento da capacidade produtiva de Portugal em termos alimentares, visando diminuir a nossa dependência do estrangeiro e, consequentemente, a diminuição do défice, seja pelo aumento da riqueza produzida, seja pela diminuição do que pagamos ao estrangeiro para comprar alimentos.
Confrontada a esquerda com uma proposta construtiva e potenciadora de criação de riqueza e bem-estar, esta une-se contra a mesma, porque sem descontentamento ninguém os ouve.
TEMOS PENA! Aguentem-se.

FESTAS FELIZES



Desejo Festas Felizes e um Próspero ano de 2011 a todos os companheiros deste blog e visitantes.

NÓS POR CÁ TODOS BEM



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COMUNICAÇÃO "ON LINE"
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A comunicação “on-line” está na ordem do dia. Qualquer um de nós é protagonista diário de uma saga que tem a ver com rotinas diárias que passam pela utilização da www, nos seus múltiplos aspectos:
- Motores de busca para recolha de informação;
- Correio electrónico para difusão de mensagens;
- Blogues e web sites para editar textos, imagens e sons;
- Redes sociais como o Facebook, para convívio e partilha de informação.
Hoje os eventos ocorrem à escala planetária e a sua divulgação processa-se à velocidade de um click.
Somos cidadãos do Mundo e neste ano de 2010, em que se comemora o Centenário da I República Portuguesa, quer queiramos ou não, somos os herdeiros lusitanos da Revolução Francesa, arautos dos valores da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade entre os homens.
Pesem embora alguns desvios de percurso, aqueles são valores que permanecem actuais e que urge honrar e revitalizar, porque os grandes valores são eternos. Têm a dimensão do Homem e/ou de Deus. A opção fica ao critério de cada um, porque é isso que é ser um Homem Livre.
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PROBLEMÁTICAS SUSCITADAS PELA COMUNICAÇÃO “ON-LINE”
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Hoje não podemos estar de costas viradas uns para os outros. A Liberdade exige Responsabilidade e não pode ser Anarquia em nome do combate à Tirania. A Cidadania exige que cada um de nós dê a cara e se assuma de corpo inteiro, não se refugiando no anonimato ou o que é pior do que isso, não se mascarando cobardemente atrás de um pseudónimo, que muitas das vezes não é mais que o auto-reconhecimento da incapacidade de ser um Homem Livre.
Hoje, comunicar é importante. Tão importante como respirar ou comer. É igualmente um acto que deve ser assumido de uma forma ética. Hoje, não é admissível que ninguém, em nome de nenhuns pseudo-valores, tente rebaixar os outros, para se elevar a si próprio. Hoje e muito bem, fala-se em Ética da Comunicação.
Hoje, que somos Homens Livres, devemos ter respeito pela Dimensão dos Outros, bem como respeito pela Propriedade e entre ela a Propriedade Intelectual. Um acto de comunicação na www, não pode ser um mero acto de corte e colagem. São atitudes que devem ser reprovadas pela Comunidade. A Elevação do Homem é fruto necessariamente do Trabalho e do Aperfeiçoamento, mas nunca da facilidade, nem do facilitismo.
São estes alguns dos valores em que acredito. Por eles dou a cara no blogue ESTREMOZ NET (http://estremoznet.blogspot.com), no qual, como diria Ives Montand, sou “compagnon de route” de amigos que não pensam como eu, mas que eu respeito na sua individualidade, porque como Homens de Corpo Inteiro, dão a Cara, na defesa dos ideais em que acreditam. Posso discordar deles, mas respeito-os.
Essa a Postura que será sempre a minha, nesse blogue cujos membros, numa atitute tipicamente cristã, ali resolveram partilhar o seu amor a Estremoz.
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BLOGUE “ESTREMOZ NET”
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“ESTREMOZ NET“ é um espaço de Encontro e de Caminhada, para quem ama Estremoz, o qual assumiu a forma de um blogue de âmbito local e regional, generalista e que se orienta pelos princípios da liberdade, do pluralismo e da independência, procurando assegurar a todos o direito ao debate construtivo e responsável. Como tal, respeita os direitos, deveres, liberdades e garantias consignadas na Constituição da República Portuguesa. Por isso, assume-se como independente de todos os poderes políticos e económicos, bem como de qualquer credo, de qualquer doutrina ou ideologia, respeitando todas as opiniões ou crenças. As opiniões políticas, doutrinárias ou ideológicas ali veiculadas, apenas vinculam os respectivos autores.
“ESTREMOZ NET" é integrado por bloggers que validarão sempre com o seu nome, os respectivos posts e tem a particularidade de não publicar comentários anónimos, mas unicamente os comentários de leitores devidamente identificados.
"ESTREMOZ NET" considera a sua acção como de serviço público, com respeito total pelos seus leitores, em prol do desenvolvimento da identidade e da cultura local, regional e nacional, da promoção do progresso económico, social e cultural das populações e do reforço da independência nacional e da paz. Estes são de resto, os princípios consignados no Estatuto Editorial do blogue.
Criado a 27 de Março de 2010, é integrado por 27 membros e tem como administradores António José Ramalho, José Capitão Pardal e Hernâni Matos. Da equipa de 27 bloggers, 7 ainda não chegaram a postar, provavelmente porque se dividem por múltiplas tarefas e outros têm postado espaçadamente. Todavia há um “núcleo duro” que assegura a continuidade e a permanência do blogue colectivo que veio para ficar. A sua saúde está bem e recomenda-se. De resto, não se trata de uma federação de blogues locais contra ou a favor de alguém, mas apenas de um espaço de Encontro e de Caminhada, para quem ama Estremoz, onde se valorizam questões como: Liberdade versus responsabilidade; - Anonimato e Identificação; - Ética da comunicação; - Propriedade Intelectual.
Outros números: até à presente data foram postadas 186 mensagens e verificaram-se 10849 visitas, o que corresponde a uma média de 35 por dia. O que não é mau, se atendermos a que é um blogue que entronca na realidade local.
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BLOGUE “DO TEMPO DA OUTRA SENHORA”
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Tem endereço http://dotempodaoutrasenhora.blogspot.com . Surgido a 20 de Fevereiro passado, trata-se do meu blogue pessoal, de autor, com posts originais, fruto da criação literária e da recolha etnográfica. Aí como blogger assumo “A escrita como Instrumento de Libertação do Homem” e centro a escrita em conteúdos que têm a ver com Estremoz e o Alentejo, muito particularmente os Usos e Costumes, a Arte Popular e a Identidade Cultural Alentejana. E sobretudo muito, mas muito humor, humor às carradas, com base em factos da vida real, que são “do tempo da outra senhora”.
Alguns números relativos a este blogue: até à presente data foram postadas 75 mensagens, o que corresponde a uma média de 1,8 mensagens por semana. Verificaram-se até agora 25527 visitas, o que corresponde a uma média de 148 por dia. O que seria bom para um blogue de âmbito local, mas que é fraco para um blogue que se assume como de âmbito nacional. De qualquer modo, a visualização do blogue tem vindo a consolidar-se e é caso para dizer que “Roma e Pavia não se fizeram num dia”. O blogue que aposta forte na selecção de links para outros blogues, tem 108 seguidores através do “Google Rede Social” e 33 através dos “Networked Blogs”. Até agora os seus 75 posts receberam 295 comentários, o que corresponde a uma média de 3,9 comentários por post e é revelador da interactividade que este blogue suscita.
Este blogue tem como rectaguarda no Facebook um Grupo de Fãs homónimo do blogue, integrado até ao presente por 1534 membros, número que cresce diariamente.
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MENSAGEM FINAL
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Contra aquilo que apregoam alguns profetas da desgraça, apetece-nos parafraser o cineasta Fernando Lopes, dizendo:“NÓS POR CÁ TODOS BEM!”
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