Notícias do Oriente

Consta por aí que a China poderá vir a comprar a dívida soberana de Portugal a preço de saldo… Diz-se também que poderá vir a entrar no capital do BPI… Também se fala que já terá negociado 10% do BCP… Enfim, estas são apenas algumas notícias que envolvem a China e Portugal, porque se alargarmos o âmbito das notícias, a grandiosidade daquilo que lemos e ouvimos é ainda maior. Por exemplo, a China tem as maiores reservas cambiais do mundo; o supercomputador mais rápido do mundo é chinês; se medirmos a dimensão da sua economia não apenas em dólares mas relacionando aquilo que se consegue comprar com a sua moeda (ou seja, usando a denominada “paridade de poder de compra”) a China é apenas e somente a 2.ª maior economia real do planeta, logo a seguir aos Estados Unidos (ou a 3.ª se considerarmos o conjunto da União Europeia nesta contabilidade).
Porém, se considerarmos que a China nos últimos 30 anos – isto é, desde que adoptou a fórmula mágica (e hipócrita também) de “um país, dois sistemas” – multiplicou por 15 a sua riqueza, então conclui-se que muito rapidamente o domínio económico mundial poderá passar para este país. Na verdade, partindo de uma situação miserável herdada da Revolução Cultural de Mao Tsé Tung, a China mercê do acesso à tecnologia que o ocidente lhe transferiu, cresceu a saltos de rã numa primeira fase, a saltos de canguru numa segunda, para estar agora a crescer a saltos de impala, queimando etapas sem ter de passar pelo longo estádio de desenvolvimento tecnológico que caracterizou a Europa ou os Estados Unidos. A questão que deriva desta situação é saber se isto é bom ou mau para o mundo ocidental. Quem souber que responda, mas há aspectos que suscitam apreensão e outros que são animadores.
No primeiro caso, temos que ponderar no facto uma ditadura dita comunista se estar a comportar como o mais vil especulador capitalista, comprando ao desbarato aquilo que os países periféricos da União Europeia – descapitalizados e endividados – têm para oferecer. Agrilhoados pelo poder do dinheiro, estes países constituem o elo mais fraco que facilitarão a implantação da China na Europa, não apenas através dos seus produtos (o que já acontecia) mas agora também através das participações de capital, ganhando espaço nos centros de decisão europeus. Por outro lado, na China impera actualmente um modelo de capitalismo selvagem que na Europa morreu ainda em vida da Rainha Vitória de Inglaterra. Os novos capitalistas chineses exploram sem escrúpulos os seus semelhantes com jornadas intensíssimas de trabalho, sem quaisquer condições e sem quaisquer regimes de protecção social, ao ponto de as vítimas de acidentes de trabalho ficarem à mercê da misericórdia de familiares ou amigos. Finalmente, o ocidente tem estado para lá a transferir tudo quanto é produção trabalho-intensivo criando uma dependência sem precedentes dos seus próprios aparelhos produtivos em relação à China.
Os aspectos positivos são, pelo menos, dois: (1) a China à medida que cresce torna-se também num dos principais mercados de destino, vendo-se forçada a “devolver” o dinheiro que actualmente acumula; (2) quanto mais reduzidas estiverem as assimetrias mundiais e diluídos os poderes económicos, melhor.
Publicado na edição n.º 748 do Jornal Brados do Alentejo;
Também publicado em ad valorem;
As imagens foram colhidas nos sítios para os quais apontam as respectivas hiperligações.

O PROFETA: HERDEIROS DOS SETE VENTOS

O PROFETA: HERDEIROS DOS SETE VENTOS

UM OLHAR NA PAISAGEM - Exposição de Pintura de Armando Alves


Tem lugar no próximo sábado, dia 6 de Novembro, pelas 16 horas, na Galeria São Mamede, no Porto, a inauguração de “Um Olhar na Paisagem”, Exposição de Pintura de Armando Alves, que ali ficará patente ao público até ao próximo dia 31 de Dezembro.
Pintor abstracto geometrizante, reiventor do sentimento da paisagem, Armando Alves nasceu em Estremoz em 1935, fez o curso de preparação às Belas Artes na Escola de Artes Decorativas António Arroio, em Lisboa, e completou o curso de Pintura na ESBAP onde foi professor assistente de 1962 a 1973. Em 1968 constituiu o grupo “Os Quatro Vintes” com Ângelo de Sousa, Jorge Pinheiro e José Rodrigues. Foi Agraciado em 2006 pelo Presidente da República com o Grau de Grande Oficial da Ordem de Mérito e pelo Município de Estremoz com a Medalha de Ouro de Mérito Municipal, tendo recebido mais recentemente, o “Prémio de Artes Casino da Póvoa 2009”.
A sua obra tem sido, frequentemente exposta no país e no estrangeiro. Está representado em diversas colecções particulares e públicas

PAISAGEM (2009) - Óleo sobre tela (45 cm x 50 cm). 
PAISAGEM (2009) - Óleo sobre tela (45 cm x 50 cm).  
PAISAGEM (2009) - Óleo sobre tela (100 cm x 100 cm).  
PAISAGEM (2010) - Óleo sobre tela (73 cm x 92 cm).  
PAISAGEM (2010) - Óleo sobre tela (92 cm x 73 cm).  
PAISAGEM (2010) - Óleo sobre tela (100 cm x 100 cm). 

PINTURA DE RUI ALVES NO CENTRO CULTURAL DE ESTREMOZ

Da esquerda para a direita, Hernâni Matos (presidente da AFA), Rui Alves (Pintor) e José Trindade (Vereador do Pelouro da Cultura da CME).
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“PINTURA DE RUI ALVES” é a Exposição, que desde 31 de Outubro e até ao até ao próximo dia 5 de Dezembro, estará patente ao público, na Sala de Exposições do Centro Cultural de Estremoz.
O certame, da iniciativa da Associação Filatélica Alentejana e que conta com o apoio da Câmara Municipal, é constituída por trinta e cinco trabalhos de acrílico sobre tela, onde o tema dominante é o Alentejo que viu o artista nascer: gente, casarios e paisagens.
Pintura a espátula saída das mãos de quem também é escultor. Pintura que esculpe casas na paisagem alentejana, memória e saudade dum Alentejo onde nasceu e que tem a ver com o mais profundo do seu ser. Quadros que são a imagem do seu e do nosso Alentejo, filtrado através do seu olhar de artista, a partir do qual faz o registo conjugado dos volumes, das formas, das cores e das texturas, em tudo aquilo que toca a sua e a nossa alma.
Rui Alves nasceu em Estremoz em 1956, tem o Curso de Artes Gráficas da Escola António Arroio e desde 1975 que trabalha em Cinema, Fotografia, Teatro, Publicidade, Adereços, Decoração, Efeitos Especiais e é claro, Pintura e Escultura.
No presente ano já expôs na Freguesia de São João de Brito (Lisboa), Sociedade Recreativa e Dramática Eborense (Évora), Círculo Experimental de Teatro de Aveiro (Aveiro) e Espaço Nimas (Lisboa).
À “vernissage” compareceram mais de seis dezenas de amigos e admiradores, que assim lhe quiseram testemunhar o elevado apreço em que têm o seu trabalho.


 Francisca de Matos, recitando Miguel Torga.
António Simões dizendo-se a si próprio.
Um aspecto do público.
 
 CEIFEIRA. Acrilico sobre tela (126 x 126 cm).
 ROSTO. Acrilico sobre tela (50 x 70 cm).
 CASAS. Acrilico sobre tela (71 x 56 cm).
HORIZONTE. Acrilico sobre tela (60 x 80 cm).
MONTE. Acrilico sobre tela (50 x 70 cm).

PSD / ESTREMOZ EM FESTA


Postado por Hernâni Matos

DOR DE ALMA??!!??!!


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Assistimos a mais uma afirmação estrondosa de Sócrates no último debate parlamentar, ao afirmar, com um ar compungido e quase com uma lágrima ao canto do olho, que era com uma dor de alma que apresentava este orçamento de Estado para 2011.
Não fora já o conhecer e poderia dizer que tinha ficado estupefacto com o que vi e ouvi, mas não, não fiquei e também não fiquei surpreendido com o seu comportamento, a que já estamos habituados.
O desplante, a desfaçatez, o descaramento, não têm limites quando se trata de Sócrates justificar o injustificável perante a Assembleia da República e perante o país, qual calimero apanhado na voragem da crise internacional.
Afirma Sócrates que lhe dói a alma por apresentar um brutal aumento de impostos para que todos nós paguemos as asneiras que andou fazendo durante 6 anos! É impagável.
Devia doer-lhe a alma por apresentar um orçamento de Estado que representa a sua total incapacidade governativa e o despautério de gastos que foram feitos ao longo de 6 anos; mas não, quanto a estas questões fundamentais não lhe dói a alma.
Não lhe doeu a alma quando a despesa do Estado, só este ano, em 3 meses, aumentou 2.800 milhões de euros, quando se tinha obrigado a reduzi-la em 1.000 milhões.
Não lhe doeu a alma que as parcerias publico-privadas tenham tido uma derrapagem de 50%, isto é, ficaram 50% mais caras do que previsto.
Não lhe doeu a alma quando o Estado foi contratando cada vez mais pessoas para cargos de confiança política, que se passeiam pelos corredores, quais biblots, sem nada fazer.
Não lhe dói a alma dizer que vai extinguir entidades públicas que já estão extintas.
Não lhe dói a alma contratar para si 12 motoristas!
Não lhe dói a alma ter levado o país à ruína por o Estado gastar mais do que tem e deve, obrigando depois os portugueses a pagar com impostos os seus desvarios e desmandos.
Não lhe dói a alma haver 600 mil desempregados, com a maior parte dos quais a já não receber subsídio de desemprego.
Não lhe dói a alma que a maior parte das empresas portuguesas tenham fechado.
Não lhe dói a alma acabar com a agricultura.
Se lhe doesse a alma já se tinha ido embora há muito tempo, deixando-nos sossegados e com menos problemas para resolver do que temos agora, com o que andou a fazer durante 6 anos.
Se verdadeiramente lhe doesse a alma, Sócrates tinha apresentado outro orçamento, pelo qual diminuía a despesa do Estado sem ter que aumentar impostos, mas, se assim fosse, doer-lhe-ia a alma por ver partir todos os amigos que foi nomeando para os vários cargos políticos.
Mas como a Sócrates lhe dói verdadeiramente a alma por ver aqueles que nomeou no desemprego, porque não terão para onde ir se saírem, preferiu sujeitar quem não conhece, os portugueses, a um brutal aumento de impostos que vai acabar com o pouco que restou.
Dói-lhe a alma não poder gastar o que quer nas coisas mais inconcebíveis como o TGV, nas auto-estradas onde não circula ninguém ou no novo aeroporto, porque estas é que são obras importantes e não o facto de o país não produzir; produzir para Sócrates é só nas despesas.
Não dói a alma a Sócrates acabar com Portugal!


Publicado na edição n.º 747 do Jornal Brados do Alentejo (28-10-2010);

AQUI D'EL REI

Imagem recolhida do blogue ESTREMOZ EM DEBATE

Há muito que se assiste em Estremoz a uma utilização indevida e ilegal do espaço público, que é um espaço de todos nós. E tal acontece porque alguns, num exercício abusivo de cidadania, fazem uma interpretação errónea do conceito de público e o adaptam à medida das suas conveniências pessoais, sejam elas permanentes ou temporárias. Os outros que se lixem! Autoridade? O que é isso?

ESTACIONAMENTO
Estaciona-se de qualquer maneira: em fila dupla, mesmo em cima da curva, em locais de estacionamento proibido, em cima do passeio, a bloquear o acesso a garagens, a condicionar a entrada e a saída em locais de estacionamento destinados a deficientes. Estaciona-se parcialmente em cima de passadeiras de peões e em locais reservados a carga e descarga. Porquê? Porque dá jeito! Código da Estrada? O que é isso? Plano de Trânsito? O que é isso? Autoridade? O que é isso?

CIRCULAÇÃO DE PEÕES
A circulação de peões nos passeios começa por estar condicionada ao espaço deixado livre pelo estacionamento em transgressão. Começa, mas não acaba. Há passeios onde não se consegue transitar porque estão ocupados por grades de botijas de gás. Há passeios onde vasos com grandes dimensões dificultam o trânsito pedonal. O que é isto? É uma ponta visível do iceberg. Porém, há mais. Torna-se necessário ter cuidado ainda com os sinais de trânsito e com os toldos, que muitas das vezes não respeitam a altura regulamentar. Porquê? Porque dá jeito! Regulamentos? O que é isso? Autoridade? O que é isso?

HIGIENE E SALUBRIDADE
Deita-se lixo fora dos contentores, porque às vezes eles estão cheios. Sabem porquê? Porque há quem continue a ignorar a existência de eco pontos e continue a deitar nos contentores do lixo, embalagens de plástico e de cartão, por vezes de grandes dimensões.
Também junto aos contentores se verte lixo pesado ou de grandes dimensões, fora dos dias em que está regulamentada a sua recolha. E há ainda quem vaze lixo a granel dentro dos contentores.
Porquê? Porque dá jeito! Regulamento de Recolha de Lixos? O que é isso? Plano de Salubridade? O que é isso? Autoridade? O que é isso?

POLUIÇÃO VISUAL
A cidade parece uma enorme coutada da EDP e da Cabovisão, sobretudo da primeira. Ao longo do tempo têm maculado as paredes e o espaço aéreo com emaranhados irregulares e caóticos de cabos negros, que muitas vezes, bamboleantes, atravessam as ruas de um lado para o outro. Isto foi uma “cidade branca” na voz autorizada do poeta Silva Tavares. Agora é uma selva em que os cabos negros desempenham o papel de lianas.
Porquê? Porque dá jeito! Onde estão as normas de colocação de cabos? O que é isso? Plano de protecção da paisagem urbana? O que é isso? Autoridade? O que é isso?

A VOZ DO POVO
Diz-se por aí que algumas das situações de utilização indevida do espaço público, nunca foram alvo de licenciamento. O mesmo se diz de toldos de alguns estabelecimentos comerciais e de esplanadas de alguns cafés. Será verdade? É a voz do povo. E que o povo fala, fala. Mesmo quando alguns não querem que ele fale.

SEM REI NEM ROQUE
É altura de fazer um balanço de tudo o que atrás foi dito e fazer a sacramental pergunta:
- De quem é a culpa?
Eu respondo:
- A culpa é de todos os prevaricadores que nutrem um olímpico desprezo por tudo aquilo que é público, o qual interpretam como sendo exclusivamente seu.
- A culpa é igualmente daqueles que mansamente assistem à violação dos seus direitos e não reagem.
- A culpa é finalmente daqueles que vocacionados para o exercício do dever de fazer respeitar a coisa pública, estão distraídos com outros afazeres.

REPÚBLICA DAS BANANAS
Estamos em ano de Comemorações do Centenário da República Portuguesa, mas uma vez que isto anda “Sem Rei nem roque!”, é caso para clamar:
- Aqui d’El-Rei!
- Se isto é uma República, eu quero ser monárquico!
- Voltai El-Rei, que sereis perdoado!

 Publicado também no jornal ECOS, nº  94 (21-10-20109)