PINTURA DE RUI ALVES NO CENTRO CULTURAL DE ESTREMOZ

Da esquerda para a direita, Hernâni Matos (presidente da AFA), Rui Alves (Pintor) e José Trindade (Vereador do Pelouro da Cultura da CME).
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“PINTURA DE RUI ALVES” é a Exposição, que desde 31 de Outubro e até ao até ao próximo dia 5 de Dezembro, estará patente ao público, na Sala de Exposições do Centro Cultural de Estremoz.
O certame, da iniciativa da Associação Filatélica Alentejana e que conta com o apoio da Câmara Municipal, é constituída por trinta e cinco trabalhos de acrílico sobre tela, onde o tema dominante é o Alentejo que viu o artista nascer: gente, casarios e paisagens.
Pintura a espátula saída das mãos de quem também é escultor. Pintura que esculpe casas na paisagem alentejana, memória e saudade dum Alentejo onde nasceu e que tem a ver com o mais profundo do seu ser. Quadros que são a imagem do seu e do nosso Alentejo, filtrado através do seu olhar de artista, a partir do qual faz o registo conjugado dos volumes, das formas, das cores e das texturas, em tudo aquilo que toca a sua e a nossa alma.
Rui Alves nasceu em Estremoz em 1956, tem o Curso de Artes Gráficas da Escola António Arroio e desde 1975 que trabalha em Cinema, Fotografia, Teatro, Publicidade, Adereços, Decoração, Efeitos Especiais e é claro, Pintura e Escultura.
No presente ano já expôs na Freguesia de São João de Brito (Lisboa), Sociedade Recreativa e Dramática Eborense (Évora), Círculo Experimental de Teatro de Aveiro (Aveiro) e Espaço Nimas (Lisboa).
À “vernissage” compareceram mais de seis dezenas de amigos e admiradores, que assim lhe quiseram testemunhar o elevado apreço em que têm o seu trabalho.


 Francisca de Matos, recitando Miguel Torga.
António Simões dizendo-se a si próprio.
Um aspecto do público.
 
 CEIFEIRA. Acrilico sobre tela (126 x 126 cm).
 ROSTO. Acrilico sobre tela (50 x 70 cm).
 CASAS. Acrilico sobre tela (71 x 56 cm).
HORIZONTE. Acrilico sobre tela (60 x 80 cm).
MONTE. Acrilico sobre tela (50 x 70 cm).

PSD / ESTREMOZ EM FESTA


Postado por Hernâni Matos

DOR DE ALMA??!!??!!


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Assistimos a mais uma afirmação estrondosa de Sócrates no último debate parlamentar, ao afirmar, com um ar compungido e quase com uma lágrima ao canto do olho, que era com uma dor de alma que apresentava este orçamento de Estado para 2011.
Não fora já o conhecer e poderia dizer que tinha ficado estupefacto com o que vi e ouvi, mas não, não fiquei e também não fiquei surpreendido com o seu comportamento, a que já estamos habituados.
O desplante, a desfaçatez, o descaramento, não têm limites quando se trata de Sócrates justificar o injustificável perante a Assembleia da República e perante o país, qual calimero apanhado na voragem da crise internacional.
Afirma Sócrates que lhe dói a alma por apresentar um brutal aumento de impostos para que todos nós paguemos as asneiras que andou fazendo durante 6 anos! É impagável.
Devia doer-lhe a alma por apresentar um orçamento de Estado que representa a sua total incapacidade governativa e o despautério de gastos que foram feitos ao longo de 6 anos; mas não, quanto a estas questões fundamentais não lhe dói a alma.
Não lhe doeu a alma quando a despesa do Estado, só este ano, em 3 meses, aumentou 2.800 milhões de euros, quando se tinha obrigado a reduzi-la em 1.000 milhões.
Não lhe doeu a alma que as parcerias publico-privadas tenham tido uma derrapagem de 50%, isto é, ficaram 50% mais caras do que previsto.
Não lhe doeu a alma quando o Estado foi contratando cada vez mais pessoas para cargos de confiança política, que se passeiam pelos corredores, quais biblots, sem nada fazer.
Não lhe dói a alma dizer que vai extinguir entidades públicas que já estão extintas.
Não lhe dói a alma contratar para si 12 motoristas!
Não lhe dói a alma ter levado o país à ruína por o Estado gastar mais do que tem e deve, obrigando depois os portugueses a pagar com impostos os seus desvarios e desmandos.
Não lhe dói a alma haver 600 mil desempregados, com a maior parte dos quais a já não receber subsídio de desemprego.
Não lhe dói a alma que a maior parte das empresas portuguesas tenham fechado.
Não lhe dói a alma acabar com a agricultura.
Se lhe doesse a alma já se tinha ido embora há muito tempo, deixando-nos sossegados e com menos problemas para resolver do que temos agora, com o que andou a fazer durante 6 anos.
Se verdadeiramente lhe doesse a alma, Sócrates tinha apresentado outro orçamento, pelo qual diminuía a despesa do Estado sem ter que aumentar impostos, mas, se assim fosse, doer-lhe-ia a alma por ver partir todos os amigos que foi nomeando para os vários cargos políticos.
Mas como a Sócrates lhe dói verdadeiramente a alma por ver aqueles que nomeou no desemprego, porque não terão para onde ir se saírem, preferiu sujeitar quem não conhece, os portugueses, a um brutal aumento de impostos que vai acabar com o pouco que restou.
Dói-lhe a alma não poder gastar o que quer nas coisas mais inconcebíveis como o TGV, nas auto-estradas onde não circula ninguém ou no novo aeroporto, porque estas é que são obras importantes e não o facto de o país não produzir; produzir para Sócrates é só nas despesas.
Não dói a alma a Sócrates acabar com Portugal!


Publicado na edição n.º 747 do Jornal Brados do Alentejo (28-10-2010);

AQUI D'EL REI

Imagem recolhida do blogue ESTREMOZ EM DEBATE

Há muito que se assiste em Estremoz a uma utilização indevida e ilegal do espaço público, que é um espaço de todos nós. E tal acontece porque alguns, num exercício abusivo de cidadania, fazem uma interpretação errónea do conceito de público e o adaptam à medida das suas conveniências pessoais, sejam elas permanentes ou temporárias. Os outros que se lixem! Autoridade? O que é isso?

ESTACIONAMENTO
Estaciona-se de qualquer maneira: em fila dupla, mesmo em cima da curva, em locais de estacionamento proibido, em cima do passeio, a bloquear o acesso a garagens, a condicionar a entrada e a saída em locais de estacionamento destinados a deficientes. Estaciona-se parcialmente em cima de passadeiras de peões e em locais reservados a carga e descarga. Porquê? Porque dá jeito! Código da Estrada? O que é isso? Plano de Trânsito? O que é isso? Autoridade? O que é isso?

CIRCULAÇÃO DE PEÕES
A circulação de peões nos passeios começa por estar condicionada ao espaço deixado livre pelo estacionamento em transgressão. Começa, mas não acaba. Há passeios onde não se consegue transitar porque estão ocupados por grades de botijas de gás. Há passeios onde vasos com grandes dimensões dificultam o trânsito pedonal. O que é isto? É uma ponta visível do iceberg. Porém, há mais. Torna-se necessário ter cuidado ainda com os sinais de trânsito e com os toldos, que muitas das vezes não respeitam a altura regulamentar. Porquê? Porque dá jeito! Regulamentos? O que é isso? Autoridade? O que é isso?

HIGIENE E SALUBRIDADE
Deita-se lixo fora dos contentores, porque às vezes eles estão cheios. Sabem porquê? Porque há quem continue a ignorar a existência de eco pontos e continue a deitar nos contentores do lixo, embalagens de plástico e de cartão, por vezes de grandes dimensões.
Também junto aos contentores se verte lixo pesado ou de grandes dimensões, fora dos dias em que está regulamentada a sua recolha. E há ainda quem vaze lixo a granel dentro dos contentores.
Porquê? Porque dá jeito! Regulamento de Recolha de Lixos? O que é isso? Plano de Salubridade? O que é isso? Autoridade? O que é isso?

POLUIÇÃO VISUAL
A cidade parece uma enorme coutada da EDP e da Cabovisão, sobretudo da primeira. Ao longo do tempo têm maculado as paredes e o espaço aéreo com emaranhados irregulares e caóticos de cabos negros, que muitas vezes, bamboleantes, atravessam as ruas de um lado para o outro. Isto foi uma “cidade branca” na voz autorizada do poeta Silva Tavares. Agora é uma selva em que os cabos negros desempenham o papel de lianas.
Porquê? Porque dá jeito! Onde estão as normas de colocação de cabos? O que é isso? Plano de protecção da paisagem urbana? O que é isso? Autoridade? O que é isso?

A VOZ DO POVO
Diz-se por aí que algumas das situações de utilização indevida do espaço público, nunca foram alvo de licenciamento. O mesmo se diz de toldos de alguns estabelecimentos comerciais e de esplanadas de alguns cafés. Será verdade? É a voz do povo. E que o povo fala, fala. Mesmo quando alguns não querem que ele fale.

SEM REI NEM ROQUE
É altura de fazer um balanço de tudo o que atrás foi dito e fazer a sacramental pergunta:
- De quem é a culpa?
Eu respondo:
- A culpa é de todos os prevaricadores que nutrem um olímpico desprezo por tudo aquilo que é público, o qual interpretam como sendo exclusivamente seu.
- A culpa é igualmente daqueles que mansamente assistem à violação dos seus direitos e não reagem.
- A culpa é finalmente daqueles que vocacionados para o exercício do dever de fazer respeitar a coisa pública, estão distraídos com outros afazeres.

REPÚBLICA DAS BANANAS
Estamos em ano de Comemorações do Centenário da República Portuguesa, mas uma vez que isto anda “Sem Rei nem roque!”, é caso para clamar:
- Aqui d’El-Rei!
- Se isto é uma República, eu quero ser monárquico!
- Voltai El-Rei, que sereis perdoado!

 Publicado também no jornal ECOS, nº  94 (21-10-20109)

Parabéns Evoramonte

O Castelo de Evoramonte  foi considerado uma das 7 Maravilhas do Alentejo.





Evoramonte e os evoramontenses estão de parabéns.

Como estão de parabéns:

o seu presidente da Junta de Freguesia, Bruno Oliveira;
o presidente da LACE - Liga dos Amigos do Castelo de Evoramonte, Eduardo Basso;
o município de Estremoz;
e todos aqueles que têm contribuído, de uma forma ou de outra para a manutenção e divulgação daquela preciosidade.

Caros leitores,

Subam a Evoramonte
e deliciem-se com a deslumbrante paisagem que se avista da torre do Castelo.

Totós

Tenho para mim que há brigas que não fazem sentido. As greves em França por causa do adiamento da idade da reforma de 60 para 62 anos enquadram-se nesta categoria. Curiosamente, a Alemanha já tomou este ano idêntica medida – adiando a idade de reforma dos 65 para os 67 anos – e, ao contrário do que está a acontecer em França, tal acção não provocou tanto alarido. Eu compreendo que na óptica individual daqueles que estão à beira duma reforma em relação à qual alimentaram expectativas, esta greve até faça sentido. Porém, se as pessoas pensarem um pouco facilmente concluem pela tremenda injustiça deste modelo relativamente ao futuro dos seus filhos e netos.
A explicação é simples: se alguém quiser, sem a intervenção do Estado, amealhar a sua própria reforma, vai precisar de 47 anos de poupanças para conseguir uma pensão de valor igual ao do último vencimento enquanto activo. Isto num contexto de uma esperança de vida de 80 anos. Isto sem pensar nos outros, ou seja, sem qualquer tipo de solidariedade social, sem dias de baixa, sem nunca estar desempregado, sem nunca obter qualquer tipo de apoio médico ou medicamentoso subvencionado pelo Estado.
Perante este cenário – que se tem vindo a agravar, com o prolongamento da longevidade – não consigo descortinar qualquer razão pertinente, dotada de um mínimo de racionalidade, que explique o motivo pelo qual vejo jovens de 20 e poucos anos a darem o seu apoio às greves em França. Será que aqueles totós ainda não entenderam que só estão a prejudicar-se a si próprios? Um jovem de 21 anos que comece agora a trabalhar, se depender só de si próprio e se não houver nenhum azar, só aos 68 anos poderia aspirar à reforma. Agora vamos lá abrir a pestana: se ele consentir que os mais velhos se reformem aos 60 anos, então isso significa também que 8 dos seus anos vão ser dados a outro, logo ele só vai conseguir reformar-se aos 76. Em alternativa, reforma-se também aos 60 anos mas leva a pensão correspondente a menos 16 anos de contribuições (8 dele + 8 daquele por quem agora está a fazer greve) e “contenta-se” com uma reforma de cerca de 33% do valor do último vencimento. Ah valentão, acabaste de fazer figura de urso...
Aliás, Sarkozy também está a ser totó... Deixemo-nos de tretas, o actual modelo de pensões é inviável, portanto, mudem-se as regras e acabe-se de vez com a idade da reforma. Cada um reforma-se quando quiser, contando para o efeito com 2/3 das suas próprias contribuições e ainda com a sua quota-parte do remanescente de um fundo de solidariedade social criado (com 1/3 de todas as contribuições) para acudir, em primeiro lugar, aos verdadeiramente necessitados. Se chega, tudo bem; se acha pouco, trabalhe mais tempo. Com um modelo destes ainda se salvaria alguma solidariedade social e impedir-se-ia a tremenda injustiça que actualmente está a ser cometida sobre os mais jovens, que sendo cada vez menos trabalham para cada vez mais.

Publicado na edição n.º 747 do Jornal Brados do Alentejo (28Out2010);
Também publicado em ad valorem;
As imagens foram colhidas nos sítios para os quais remetem as respectivas hiperligações.


Enfrentando a realidade


A história é simples de contar e de compreender. Portugal chegou à Europa em 1986 com um atraso estrutural, muitos problemas económicos e sociais por resolver, e uma baixa produtividade. Para superar estas sérias deficiências, a Europa mandou umas ajudas muito generosas. Infelizmente, todos esses avultados recursos foram essencialmente consumidos, e só em muito menor medida investidos e utilizados na recuperação do atraso estrutural. O nível de vida dos portugueses melhorou, mas não a sua produtividade. Os portugueses gostaram tanto que votaram em quem lhes prometeu dinheiro fácil e um nível de vida de país rico.
Quando os fundos europeus deixaram de ser suficientes para financiar uma economia profundamente estagnada, de baixa produtividade, mas com um nível de vida de país rico, Portugal descobriu o endividamento externo. Beneficiando do euro e das taxas de juro muito baixas, os portugueses, as empresas, e o Estado tudo financiaram com o dinheiro dos outros. Quando rebentou a crise financeira, Portugal encontrava-se na delicada posição de ter passado uma década economicamente estagnada mas generosamente financiado pelos mercados financeiros internacionais. Uma década em que os portugueses votaram alegremente em quem lhes disse que o endividamento externo nunca seria um problema.
Agora com as taxas de juro muito mais altas e sem ter feito nenhum esforço na recuperação do atraso estrutural desde 1986, Portugal encontra-se no abismo de uma economia estagnada e fortemente endividada, num processo de empobrecimento relativo. Uma crise económica e social mais grave que qualquer experiência dos últimos trinta anos.
A responsabilidade de Sócrates tem limites. Ele herdou uma bola de neve produzida pelo populismo dos seus antecessores, nomeadamente Cavaco e Guterres. Ele foi possivelmente o primeiro-ministro que mais fez para travar essa bola de neve, mas o que fez foi insuficiente, e depois perdeu-se nas loucuras eleitoralistas
E agora? Como e quando sairemos do buraco onde estamos metidos? Sinceramente acho que não vamos sair nos próximos dez anos. A década de 2010-2020 será de baixa produtividade, sem o generoso financiamento externo, portanto com uma grave redução do nível de vida dos portugueses. Esperam-nos anos muito duros.
Se os portugueses aprenderam a lição, nas próximas eleições esperam-se políticos com coragem, que digam a verdade, que saibam esclarecer que os próximos dez anos vão ser maus, e o que está em causa é fazer aquilo que não se fez em vinte anos para que a próxima geração possa viver melhor. Se o PS e o PSD voltarem com o discurso eleitoralista, das falsas promessas, das soluções milagrosas que acabam com a crise em 2013 ou 2014, e se os portugueses voltarem a votar nisso, então muito dificilmente teremos um futuro para oferecer aos nossos filhos. Não vale culpar os políticos por tudo o que corre mal. Eles apenas dizem o que os portugueses querem ouvir.