Porque o considerei um excelente post recomendo vivamente a sua leitura...
La Finestra del Mondo: Utopia?: "Gostava de acordar numa cidade em que o primeiro som da manhã fosse mais agradável que a buzina do senhor do carro preto que acordou atrasad..."
A Economia Portuguesa tem 3 graves problemas

Regressados de férias , retomamos os temas que são a finalidade deste Economês Descomplicado.
Gostaria de vos trazer boas novas , mas infelismente , não posso , pois não me querendo incluir na categoria dos Pessimistas , tambem não posso partilhar a visão dos Optimistas ( Em numero cada vez menor , diga-se de passagem ) , preferindo posicionar-me do lado dos Realistas.
A Economia Portuguesa tem 3 graves problemas , a saber :
1º – Défice das Finanças Publicas
2º – Endividamento Externo Galopante
3º – Baixissimo Crescimento Económico
Portugal tem um problema grave de finanças públicas. Depois da maior crise de que há memória, e das medidas para a contrariar, ficámos com um défice insuportável que o actual plano de austeridade vai procurar corrigir. Os sacrifícios vão ser enormes. Mas já se sabe que, a seguir ao défice, vem a dívida acumulada, com números de arrepiar. O que só pode traduzir-se por sacrifícios adicionais - sabe-se lá até quando!
Portugal tem outro problema grave de endividamento externo. Fruto de uma atitude suicida que percorreu vários governos, fomo-nos habituando a gastar o que tínhamos e o que não tínhamos até descambarmos neste inferno: já devemos mais do que a nossa própria produção! Mas nem assim arrepiámos caminho.
Portugal tem um terceiro problema, o mais grave de todos, ligado à anemia económica e à falta de emprego. A última década foi de uma extrema crueldade: crescemos a um ritmo anual inferior a 1%, quando precisávamos de três vezes mais; afundámo-nos em produtividade e em competitividade externa; e a taxa de desemprego pulou de uns confortáveis 4% para mais de 10%. Ou seja, o Estado social faliu.
Há dez milhões de portugueses que têm uma solução para a crise em que vivemos e, de entre eles, umas tantas dezenas dizem-no e escrevem-no todos os dias: a solução está no crescimento económico. Houvesse crescimento económico e tudo estaria bem - os salários e o emprego, os subsídios e as pensões, os défices e as dívidas, a educação e a justiça, a saúde e o bem-estar. Se sabemos isso tudo, por que não fazemos nada?
É este o nosso mundo. Um mundo de paradoxos. O endividamento louco a que chegáramos, e que os credores nos obrigaram a travar, não nos deixava alternativa: precisávamos de um plano de austeridade duríssimo, em que os sacrificados só poderiam ser o consumo e o investimento. Até aqui, tudo bem. Mas sucede que são estes cortes no consumo e no investimento que, ao travarem a procura interna, hoje nos impedem de crescer. Como é que se sai disto?
Aqueles que escamotearam o peso da DIVIDA EXTERNA e a gravidade do DÉFICE CRONICO criaram um clima artificial neste País. Mas, os problemas de fundo são : produtividade, competitividade, excesso de importações de energia e de alimentos.
Como sair disto ?
Dizer a Verdade ao País, Mudar de Vida ( Paradigma) , Apostar na Mudança através de Reformas Concretas , Apostar em 4 ou 5 Grandes Sectores ( Quem abraça muito abraça mal) e Informar o Pais regularmente com realismo e verdade sobre os progressos efectivos alcançados. Confiança sim ! Mas fundamentada e realista ! Basta de fantasias !
Num país onde o estado é dono de mais de metade da economia é mais que óbvia a responsabilidade do governo no crescimento (neste caso recessão) e no emprego (neste caso desemprego). Quem manda em mais de metade da riqueza e tem uma forte influência na restante metade não pode em tempos de crise vir clamar por irresponsabilidade em matéria económica.
ANTÓNIO TELMO (1927-2010)
Postado por
Hernâni Matos
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quinta-feira, 2 de setembro de 2010
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Fotografia de João Albardeiro
O filósofo, escritor e professor António Telmo faleceu no passado sábado, dia 21 de Agosto, ao princípio da manhã, no Hospital de Évora. O seu funeral realizou-se no domingo, dia 22, em Estremoz. Com o seu óbito, a Cultura e a Filosofia Portuguesas ficaram mais pobres. Estremoz perdeu um filho adoptivo, intelectual de prestígio, com obra e nome firmados a nível planetário.
António Telmo era um filólogo e um hermeneuta, envolvido no esoterismo e no hermetismo, na procura daquilo que está oculto e que pode ser revelado e desvendado. E fê-lo, sobretudo, através do estudo da kabbalah, do sufismo e da filosofia. Era visto como o maior representante vivo do grupo do movimento da “Filosofia Portuguesa” fundado por Álvaro Ribeiro.
Para António Telmo, a reflexão filosófica deve ser exercida informalmente, livre dos grilhões da Academia, pelo que acreditava que aprendeu muito mais nas tertúlias de café do que nas salas de aula da Universidade.
A obra de António Telmo é caracterizada pela importância conferida à palavra e à linguagem, através das quais, segundo o autor, se pode aceder a regiões mais profundas do conhecimento e da espiritualidade.
António Telmo defendia, igualmente, a originalidade do pensamento português, ligado ao conceito de portugalidade, a um patriotismo de raiz mística, à tradição cultural e à poesia.
António Telmo Carvalho Vitorino nasceu a 2 de Maio de 1927, em Almeida, de onde saiu com dois anos de idade, a caminho de Angola. Regressou a Portugal com seis anos, para Alter do Chão. Daqui vai para Arruda dos Vinhos, onde permaneceu até aos dezasseis. Da Arruda mudou-se para Sesimbra, onde ficou até ir para Lisboa, frequentar a Universidade. Na sua infância e juventude, foi um autodidacta, pois estudava em casa e fazia os exames em Lisboa.
Aos vinte e três anos, entrou para o grupo da Filosofia Portuguesa, depois de ter travado conhecimento com José Marinho (1904-1975), Álvaro Ribeiro (1905-1981), Agostinho da Silva (1906-1994) e Eudoro de Sousa (1911-1987).
Por convite destes dois últimos, no início dos anos 60 foi professor de Literatura Portuguesa, durante três anos, na Universidade de Brasília. De lá foi para Granada e, só depois, é que regressou a Portugal. Foi director da Biblioteca de Sesimbra e posteriormente fixou-se em Estremoz onde leccionou Português na Escola Preparatória Sebastião da Gama, continuando a publicar livros com regularidade.
Discípulo de Agostinho da Silva, António Telmo lega-nos uma extensa obra:
- Arte Poética, Lisboa, Guimarães, 1963.
- História Secreta de Portugal, Lisboa, Vega, 1977.
- Gramática secreta da língua portuguesa, Lisboa, Guimarães, 1981.
- Desembarque dos Maniqueus na Ilha de Camões, Lisboa, Guimarães, 1982.
- Filosofia e Kabbalah, Lisboa, Guimarães, 1989.
- O Bateleur, Lisboa, Átrio, 1992.
- Horóscopo de Portugal, Lisboa, Guimarães, 1997.
- Contos, Lisboa, Aríon, 1999.
- O Mistério de Portugal na História e n’ Os Lusíadas, Lisboa, Ésquilo, 2004.
- Viagem a Granada, Lisboa, Fundação Lusíada, 2005.
- Contos Secretos, Chaves, Tartaruga, 2007.
- A Verdade do Amor, seguido de Adoração: Cânticos de amor, de Leonardo Coimbra, Lisboa, Zéfiro, 2008.
- Congeminações de um neopitagórico, Vale de Lázaro, Al-Barzakh, 2006/ Lisboa, Zéfiro, 2009.
- A Aventura Maçónica, Lisboa, Zéfiro, 2010.
- Luís de Camões, Estremoz, Al-Barzakh, 2010.
- O Portugal de António Telmo, Lisboa, Guimarães, 2010.
À família enlutada apresentamos as nossas mais sentidas condolências.
Publicado também no nº 91 (3-9-2010) do Jornal ECOS
As Bruxas Que Temos
Postado por
Ivone Carapeto
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segunda-feira, 30 de agosto de 2010
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Foto do DIÁRIO DE NOTÍCIAS
Alberto João Jardim, no estilo que lhe conhecemos, falou em bruxas ao seu povo e pediu-lhe para rezar. De caminho, foi avisando alguns órgãos de comunicação social que não queria “demagogia” sobre este episódio, fazendo-a.
O desembaraço com que Alberto João antecipa e liquida a crítica ainda por fazer não esconde o essencial: podia ter sido evitado? Em caso afirmativo, devia ter sido evitado. Não basta invocar o azar e fazer tábua rasa da responsabilidade. Azar foi a queda da palmeira ocorrer durante um comício que, levando mais pessoas ao local, aumentou a probabilidade de a árvore cair em cima de alguém. Tivesse a árvore desfalecido, tombando sozinha sem vítimas e, muito provavelmente, nem teríamos dado por ela. Mas ela estava lá, há muito tempo contorcida, avisando que ia cair, dando os sinais que podia para que alguém fosse constatar que, afinal, as suas raízes estavam podres. Visto assim, não houve só azar, mas desleixo e negligência.
Não cabe ao cidadão comum ir fazer biopsias ás árvores, avaliar a segurança de pontes ou demais edifícios para depois sair à rua confiante de que não lhe cairão em cima ou desaparecerão debaixo dos pés. Cabe aos governantes, locais, regionais e nacionais, de acordo com as suas competências, assegurar a segurança das pessoas, realizando tudo o que necessário for e utilizando os instrumentos ao seu dispor para salvaguardar esse fim. Feito esse trabalho, sobrará ainda uma margem para o azar, que é coisa da vida, e aí falaremos de bruxas, que as há, existam ou não.
É tempo de os governantes se interrogarem sobre a origem e os fins do poder que lhes foi posto nas mãos. Vem do povo e deve servir o povo. Qualquer desvio desse trilho é ilegítimo e, no limite, é abuso de poder que deve ser penalizado, sem chiliques e sem dúvidas.
Ivone Carapeto
Foi publicado no Jornal de Estremoz E, nº 9, de 26/08/2010
Valor chumbado
Convido-o, caro leitor, a realizar um exercício comigo. Quando é que um copo de água lhe sabe melhor? Quando tem sede ou quando está saciado? E, já agora, onde é que a água tem mais valor? Onde há abundância ou onde há escassez?
Encetemos uma ligeira variante no exercício anterior. Imagine agora uma videira à qual nunca faltou água e uma outra cujas raízes tiveram que mergulhar na profundidade do subsolo para encontrar a humidade que lhe garantiu a sobrevivência. Qual destas está melhor preparada para resistir a situações de seca extrema?
Terceiro e derradeiro exercício: que coração está melhor preparado para realizar um esforço intenso? O de alguém que pratica exercício físico com regularidade ou o de uma pessoa sedentária que tudo obtém sem esforço físico?
Aliás, as respostas às perguntas inocentes que formulei no início do presente artigo põem em evidência a essência daquilo a que se convencionou chamar valor, o qual está associado a dois aspectos nucleares: (1) à utilidade percepcionada dos bens que satisfazem necessidades humanas; e (2) uma vez mais ao esforço desenvolvido na sua obtenção, o que é o mesmo que dizer, ao custo associado aos bens que satisfazem tais necessidades.
Mas enfim, há pessoas que parece que ainda não entenderam isto, nomeadamente a Senhora Ministra da Educação. Fazem-me lembrar aqueles que sujeitos a trabalhos pouco apelativos e mal remunerados se queixam que antigos colegas têm "grandes vidas" porque, nas suas ópticas, trabalham menos e ganham mais. Para eles, os outros tiveram sorte e eles azar, raramente se lembrando que os sortudos se esforçaram na escola enquanto eles estavam a jogar matrecos no Ti Luís. Não reparam que só sabem fazer aquilo que muitos outros fazem tão bem ou melhor.
Ao valor chumbado respondo: ad valorem!
Notas:
Também publicado em ad valorem;
As imagens foram colhidas nos sítios para os quais apontam as respectivas hiperligações.
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