Quero a Praça de Toiros de Estremoz arranjada, JÁ!

Há séculos que a Tauromaquia está profundamente arreigada entre nós, fazendo parte integrante dos traços de identidade cultural da maioria dos portugueses.
A Tauromaquia, como uma das mais antigas tradições portuguesas, foi defendida e valorizada pelo actual Governo, através da institucionalização de uma Secção de Tauromaquia, no âmbito do Conselho Nacional da Cultura .
No Facebook surgiu recentemente o grupo Quero a Praça de Toiros de Estremoz arranjada, JÁ! A minha identificação com este grupo foi imediata, uma vez que gostar de touradas, é em mim, um acto cultural. Quando era miúdo, o meu avô materno, que era um homem do povo, levava-me às touradas e eu aprendi a gostar.
Não admira pois que eu procure encontrar uma solução para o problema. E ela é bem simples. Baseia-se no facto de o actual Governo ter disponibilizado milhões de euros para construir e fazer obras nos estádios de futebol utilizados no EURO 2004, alguns dos quais estão hoje às moscas.
Estou crente, que a exiguidade do custo das obras, quando comparadas com as do EURO 2004, fará com que o Governo assuma a fundo perdido, o custo das obras de reparação da Praça de Toiros de Estremoz. De resto, o Governo , como Governo sério que é, não pode ter dois pesos e duas medidas. Uma para o Desporto e outra para a Cultura.

Hernâni Matos
Fotografias recolhidas no Facebook

FIAPE 2010 – Mensagem do Presidente

Entre 28 de Abril e 2 de Maio, o Parque de Feiras e Exposições recebe a XXIV edição da FIAPE, em paralelo com a realização da XXVIII edição da Feira de Artesanato de Estremoz. Ambos os certames constituem um dos principais eventos de promoção económica do Concelho de Estremoz e do Alentejo, tendo vindo, ao longo dos anos, a conquistar o seu espaço no calendário regional e nacional das feiras de actividades económicas.
Este lugar de referência foi atingido tanto pela qualidade, como pela quantidade das exposições presentes e ainda pela excelência da diversificada oferta em termos de animação cultural e espectáculos. Com efeito, os milhares de visitantes que habitualmente nos honram com a sua presença, já sabem que aqui encontrarão uma série de produtos de qualidade, que correspondem àquilo que de melhor se produz na nossa região.
No presente ano, a FIAPE conta com a participação de cerca de 150 expositores, representantes dos mais variados sectores de actividade económica (comércio, serviços, produtos regionais, ramo automóvel, maquinaria agrícola e gastronomia), para além da representação das principais raças de ovinos, bovinos, caprinos e equinos na componente pecuária. Ao mesmo tempo, a Feira de Artesanato contará com cerca de 80 artesãos e 20 participantes na área das artes decorativas, com representações de norte a sul do país e com a realização de trabalho ao vivo, nos mais diversos materiais.
Este ano destacamos ainda a qualidade dos espectáculos que, diariamente, animarão a nossa feira: o Dia de Estremoz será dedicado à dança, desde o folclore à contemporânea, numa apresentação daquilo que o nosso Concelho de melhor tem para oferecer nesta área. Nos restantes dias, apostámos em artistas que, para além de possuírem provas dadas no panorama musical português, têm ainda a particularidade de constituir uma novidade: Rita Guerra, David Fonseca e Projecto Amália Hoje, para além da digressão nacional da Idolomania, na sequência do estrondoso sucesso do programa Ídolos da SIC.
Julgamos estarem reunidos os ingredientes para uma FIAPE de sucesso. Aproveite, por isso, o início dos dias mais quentes e mais longos para se deslocar a Estremoz e, se tiver oportunidade, visite também o vasto património histórico, arquitectónico, gastronómico e paisagístico que o nosso Concelho tem para oferecer.
A todos quantos nos visitam e aos expositores participantes desejamos boas vindas, votos de uma óptima estadia e de bons negócios.

Presidente da Câmara

Transcrito com a devida vénia do Website da Câmara Municipal de Estremoz e postado por Hernâni Matos

"Estremoz" a 25%

Depois de ter visionado a RTP Memória em que ouvi uma alusão a uma locomotiva denominada “Estremoz”, a minha curiosidade ficou espicaçada pelo meu (pouco racional, mas real) bairrismo. Vai daí escrevi para a CP a tentar obter mais dados sobre a referida locomotiva. A resposta que obtive foi a seguinte:
“A locomotiva que refere é a 02049 que estava à data do documentário na secção museológica de Nine. Este dado terá de ser confirmado junto da Fundação do Museu Nacional Ferroviário, com sede no Entroncamento.
A locomotiva 02049 não é a primeira locomotiva em Portugal, mas sim a locomotiva mais antiga existente em Portugal. A locomotiva em questão, foi adquirida após a inauguração e não se encontra no estado original. Quanto às locomotivas da inauguração em 1856 nenhuma sobreviveu.
Por outro lado, nada garante que aquela em particular seja a que em 1857 teve o nome ESTREMOZ, pois fazia parte de uma série de 4 unidades iguais (denominadas ALEMQUER, ESTREMOZ, LEIRIA e VILLA FRANCA). Sabe-se que aquela locomotiva, quando foi vendida pela CP para o Minho e Douro recebeu o nome ESTE, alusivo ao Rio Este, e alguém se lembrou de fazer uma associação que tal teria a ver com anteriormente chamar-se ESTREMOZ. No entanto, tal opinião não é suportada por nenhuma evidência histórica, tanto mais que na época da venda ao MD a locomotiva há muito que já não tinha o nome original.
Os fundamentos do nome, derivam simplesmente do facto de ser habitual naquela época identificar as locomotivas por nomes e não por números como viria a ser o caso poucos anos depois. Esses nomes eram escolhidos de cidades, rios, personagens ilustres, etc. No caso português, adoptaram-se nomes de cidades e vilas importantes na época (para além das já mencionadas, outras locomotivas da mesma época foram designadas LISBOA, PORTO, AZAMBUJA, SANTARÉM, ELVAS, MADRID e CAMÕES).
Não houve qualquer padrinho ou madrinha na atribuição do nome. Era um acto puramente administrativo e técnico para permitir identificar os veículos”.
Alguns dias mais tarde solicitei também à Associação Portuguesa dos Amigos do Caminho de Ferro que informassem daquilo que soubessem sobre o assunto. A resposta obtida vai exactamente no mesmo sentido da anterior, ou seja, a probabilidade de que a mais antiga locomotiva a vapor que chegou até nós ser a "Estremoz" é de 25%. A resposta foi a seguinte:
"A locomotiva que aparece no documentário da RTP tem o número 02049 e está preservada na secção museológica de Nine.
Fazia parte de uma série de quatro locomotivas iguais, fabricadas no Reino Unido pela empresa William Fairbairn & Sons e adquiridas em 1857 pela Administração do Caminho-de-Ferro de Lisboa a Santarém, para serviços mistos naquela linha, hoje integrada na linha do Norte. Nessa época as locomotivas daquele caminho-de-ferro eram identificadas por nomes e não pela mais generalizada prática da atribuição de números, tendo recebido os nomes “ALEMQUER, “ESTREMOZ, “LEIRIA” e “VILLA FRANCA. Esta era uma prática meramente administrativa e técnica, destinando-se unicamente a permitir distinguir as locomotivas, não havendo qualquer padrinho ou madrinha.
Em 1874 já só restavam duas delas, tendo sido ambas vendidas pela Companhia Real (antecessora da CP) ao Caminho-de-Ferro do Minho e Douro (MD) para auxiliar na construção daquelas linhas. Nesta empresa sabe-se apenas que em 1882 já só havia uma delas, com o número 17 e o nome “ESTE”, alusivo ao Rio Este, como era prática habitual naquela empresa.
Posteriormente foi significativamente modificada para o aspecto com que chegou até hoje, com a numeração 02049 atribuída em 1931 na sequência da exploração do MD pela CP.
Será de salientar que não existe qualquer fonte histórica fidedigna que possa sustentar a tese de alguns, de que a 02049 seja a que em 1857 era designada “ESTREMOZ, tese essa que se baseia unicamente numa alegada semelhança (!) de nomes entre ESTE e ESTREMOZ. Tal é, na nossa opinião, tanto mais inverosímil, na medida em que quando as locomotivas foram vendidas para o Minho e Douro já não tinham o nome por que eram identificadas no início da sua circulação em Portugal, sendo apenas identificadas pelos números já referidos.
Assim, pese embora as dúvidas que se acabaram de afirmar, julgamos que a locomotiva em questão tem pleno cabimento no “bairrismo” que o caro interlocutor assume na sua questão, desde que devidamente enquadrada na dúvida histórica existente e nos 25% de probabilidade de que a locomotiva em questão se tenha chamado “ESTREMOZ."
Notas:

  • A foto divulgada é propriedade da CP; 

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EFICÁCIA ?

Começámos no dia 27 de Março. O Hernâni deu a cara. Outros se seguiram. Bons posts. Intervenções a preceito. Textos inovadores. Coisas interessantes. Muitos seguidores .... mas ZERO comentários.
Não é que os comentários sejam sinónimo de qualidade dum blog. De facto, como bem exemplificou o António Ramalho (AJBR) no artigo aqui dado à estampa, alguma tipologia de comentários até são totalmente dispensáveis. No meu blogue pessoal mantenho cerca de 30, à espera de melhores dias e de alguma coragem, para os poder partilhar com todos os que seguem estas coisas. Talvez então, se perceba melhor o alcance, do que é o principio da responsabilidade que o Nuno bem exemplificou no seu artigo.
Mas o Estremoz Net sem comentários deixou-me algo confuso.
1-A malta estará expectante?
2-Talvez tenha surgido uma crise de inspiração? Se calhar o fenómeno dos blogues não terá afinal tantos seguidores...
3-Talvez alguns tenham gasto os comentários todos em Outubro... segreda-se alguém, ainda lembrada com a "coragem" que alguns manifestaram nesse inesquecível período da blogosfera estremocense.
4-(...)
Ao 17º dia de vida o blogue mantém uma estranha apatia, que nem os mais cépticos poderiam imaginar. Primeiro pela inexistente interactividade (Esperava-se outra dinâmica. Era expectável maior participação civica, comentários, sugestões, criticas e claro, comentários de baixo nível.)
E depois, porque também é justo dizer, a nossa produção tem sido baixa.
De facto com 8 produtores, digamos assim, em 17 dias só é possível contabilizar 17 textos. Dá um por dia, o que em termos de eficácia, (os economistas adoram estes rácios) é muito reduzido.
O José Pardal tem um sonho. Eu também. Sonho com um espaço de liberdade. Um blog respeitado, onde cada ideia tenha debate sério e responsável, onde os anónimos ganhem coragem, ou será que cai por terra a teoria do AJBR ?
Um blogue colectivo tem inequívocas vantagens: tem maior dinamismo, mais visitas e, por maioria de razão, um maior interesse que decorre do facto de com múltiplos autores, múltiplas sensibilidades, múltiplas opiniões é sempre possível comparar o verso e reverso, o ponto e o contraponto.

“Estremoz ficou (sem dúvida) mais limpo!”, mas por pouco tempo!!!!!!!!

Há menos de um mês (19 de Março), e antes da iniciativa "Limpar Portugal", disse assim: "Depois do “Limpar Portugal” é necessário sensibilizar as pessoas para as vantagens de se manterem estes locais limpos e deve haver uma fiscalização para que os colchões, frigoríficos, móveis, etc., não voltem a “saltar” as muralhas. De outra forma, para o ano estaremos nos mesmos locais a limpar o lixo que outros fizeram!"

Efectivamente, e passados apenas cerca de duas dezenas de dias de diversos locais estarem "livres" de lixo, já começa a voltar tudo à normalidade! Como tinha previsto, já há objectos a "saltarem" as muralhas, nomeadamente aquecedores e pedaços de televisores.
Mais de duas centenas de pessoas (incluindo eu) realizaram limpezas e andaram, LITERALMENTE, com as mãos no lixo para podermos ter uma cidade "mais leve de resíduos e com um olhar mais fresco, puro e atractivo para quem chega e nos visita e, mais importante ainda, para quem cá está e passa todos os dias". Mas tudo para quê? Se quem sujou não limpou? Se quem limpou não sujou e vai continuar a limpar? TUDO POR UM ESTREMOZ MAIS LIMPO...
Enquanto não se colocarem as pessoas que deitam estes resíduos a retirá-los, esta situação vai continuar a acontecer. Diga-se, que não é muito difícil saber quem suja, DÁ É MUITO TRABALHO... E PODE TRAZER ALGUMAS CHATICES....


A propósito da locomotiva "Estremoz"...

Tendo sido questionado sobre as fontes da informação veiculada no post anterior, esclareço: o vídeo seguinte constitui um resumo de um documentário produzido pela RTP (da autoria de Paulo Silva Costa) a propósito das comemorações dos 150 anos dos caminhos-de-ferro em Portugal. Neste resumo, a partir do minuto 05:25 vem a resposta à questão formulada.
 

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Sabia que...

... a mais antiga locomotiva portuguesa que chegou até nós - a vapor, de 1857 - foi denominada "Estremoz"?
Notas:

  • A imagem foi colhida no sítio para o qual aponta a respectiva hiperligação;

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