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Os sábados de manhã, em Estremoz ou melhor “o mercado de sábado” são de facto, em muitos sentidos, riquíssimos!
Destaco um acontecimento que, para mim, ilustra a anterior adjectivação sobre esta nossa cidade: o (re)encontrar amigos e com eles, de viva voz/cara a cara, podermos dialogar.
Num desses sábados, (re)encontro, como habitualmente, o meu amigo professor Hernâni Matos. Entre outras coisas, falámos sobre blogues e facebookers de Estremoz. Em concretamente de um facebooker (ou domínio do facebook) sobre Estremoz, que detém. Ele comentava que seria interessante juntar num encontro os “amigos” todos. Não posso precisar, mas também atirou a ideia de esse facebooker ter vários administradores, pois seria mais fácil editar posts assim como gerir os respectivos comentários.
Conhecendo eu, a forma activa de ele estar na vida, de viver em sociedade participando cívica e activamente nela (ao contrário de muitos que “apenas passam”), não me surpreendeu, umas semanas depois, o Hernâni ter-me enviado um email, contando-me a sua ideia e a iniciativa que a Associação Filatélica Alentejana pretenderia desenvolver.
Das ideias/princípios do projecto, houve duas que de motus proprio levaram-me a dizer imediatamente que SIM:
1- Amar Estremoz;
2- Postar livremente, mas assumindo as ideias ou intervenções.
Se sobre a primeira não me é fácil em poucas linhas aqui falar dela, da segunda poderei resumir um porquê em poucas palavras.
A LIBERDADE responsável foi algo que me foi transmitido pelos meus pais, que com outros professores pude vivenciar e que hoje pertence aos meus genes.
A LIBERDADE de forma consciente assumir e exprimir a minha opinião mas respeitando – SEMPRE – o outro.
A LIBERDADE de ter a minha fé – Católico, e a minha ideologia – PPD/PSD, que padronizam as minhas acções e reflexões mas que nunca se sobrepõem à fé (ou falta dela) e ideologias de outros.
A LIBERDADE de ouvir, intervir mas aprender sempre.
Por apenas isto, que anteriormente referi, e por tudo o mais eu dou a cara!







Nuno Rato

COLECTIVO

O Hernâni telefonou. Um blogue colectivo? Sim, porque não! A ideia não é virgem. Em 2008, no primeiro encontro de bloggers de Estremoz (gente boa), essa semente tinha sido posta em cima da mesa. Faltou quem a lançasse à terra. O Hernâni fê-lo em boa hora. O que nos une é Estremoz e há um objectivo que pode ser comum, por caminhos diferentes. Feito o desafio, aceitei na hora. Com uma única condição: Não há anónimos! Sou daqueles que acham que para além de outras utilidades, os blogues funcionam como uma espécie de teste para se perceber quando as audiências estão preparadas para determinados assuntos ou abordagens. Estaremos preparados para uma abordagem colectiva?
E que motivações pode haver para participar num blogue?
Um estudo académico de João Canavilhas(*) que a seguir transcrevo com a devida vénia, refere-se a este assunto de forma assaz curiosa.
"Os resultados revelam que as duas razões mais fortes para a criação de um blogue são a vontade de “informar e ser informado” e a necessidade de “ter uma intervenção cívica”, obtendo ambas o mesmo resultado. Na análise por posicionamento político, a Direita valoriza mais o informar e ser informado, ao passo que a Esquerda dá primazia à intervenção cívica. O terceiro aspecto mais referenciado como motivo para a criação de um blogue é a necessidade de um espaço de opinião inalcançável nos media tradicionais. Neste caso, Esquerda e Direita apresentam valores semelhantes. Os aspectos que se seguem são “sentir a reacção imediata dos leitores” e “criação de relações com pessoas que têm interesses comuns”, com Esquerda e Direita a apresentarem valores semelhantes.
A possibilidade de “participar numa comunidade verdadeiramente Democrática” é uma forte motivação para os inquiridos. Quem mais reforça este motivo é a Esquerda, com 40% dos inquiridos a mostrarem-se mesmo completamente de acordo, um valor significativamente superior aos 28% apresentados pela Direita.
Outra das razões que leva os inquiridos a criar o seu próprio espaço é “ajudar os leitores a interpretar as notícias” sendo esta a sexta razão mais referida.
A sétima razão mais valorizada na fundação de um blogue foi a possibilidade de “criar uma alternativa aos media tradicionais”.
Por fim, os inquiridos mostram ainda estar de acordo que a criação dos blogues pretendia “atingir públicos alternativos", sendo a Esquerda bastante mais entusiasta neste aspecto.
Os inquiridos mostraram o seu desacordo apenas em duas das 12 frases: Conseguir reconhecimento público e marcar a agenda política/mediática parecem não ser razões para a criação de um blogue. No primeiro caso é a Esquerda quem mais se demarca, com 47% dos inquiridos a mostrarem-se completamente em desacordo contra 23% de Direita."
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Doctor pela Universidad de Salamanca
DEA em Comunicación Audiovisual y Publicidad (Univ. de Salamanca)
Licenciado em Comunicação Social (Univ. da Beira Interior)
Professor Auxiliar na Universidade da Beira Interior
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Também pode ser lido neste local.

EstremozNet - Um blogue colectivo


A convite de Hernâni Matos integro o grupo fundador do blogue colectivo EstremozNet e colaborei (com propostas de emendas, de supressões e de aditamentos) na elaboração do respectivo estatuto editorial. A criação deste blogue colectivo insere-se num projecto mais vasto, o qual inclui, entre outras iniciativas, a realização do I Encontro de Bloggers, Webmasters e Facebookers de Estremoz.
Mas falemos, apenas e por ora, do EstremozNet. Um blogue colectivo tem inequívocas vantagens: tem maior dinamismo, mais visitas e, por maioria de razão, um maior interesse que decorre do facto de com múltiplos autores, múltiplas sensibilidades, múltiplas opiniões é sempre possível comparar o verso e reverso, o ponto e o contraponto. Mais: tudo isto será feito por estremocenses (por nascimento ou por opção) e… sempre por estremocenses devidamente identificados.
Por via de regra o debate sério, construtivo e responsável faz-se através de opiniões com assinatura. Logo, a crítica fácil, maldizente, mal intencionada e cobarde (porque não dizê-lo), não vai ter espaço neste blogue. Como é evidente, este facto vai afastar aqueles que, beneficiando de total impunidade e sem qualquer respeito pela Ética na Comunicação, vêem na Web uma via de conspurcar outros com a sua má formação e baixos instintos. Vai também afastar aqueles que têm o mórbido prazer de ver salpicos de sangue… de outros.
Esta opção tem, todavia, um reverso que se traduz num inconveniente. Nem todos os anónimos são pessoas mal formadas. Alguns haverá – e já citarei exemplos – que podem estar compelidos a não poderem assumir a sua identidade, sob pena de ficarem sujeitos a represálias pelo seu grito de liberdade. Curiosamente, eu – que, em abono da verdade, nem sequer sei se me posso considerar um verdadeiro blogger – até fui muito influenciado para entrar nesta aventura da blogosfera por um blogue (que ainda hoje muito admiro) cujo(a) autor(a) até era anónimo(a) (Semiramis). O(A) autor(a) era anónimo(a) porque ocupava uma posição de destaque na hierarquia da Administração Pública e corria riscos efectivos se assinasse as suas opiniões, as suas denúncias. Aliás, sempre que alguém depende hierarquicamente de uma pessoa intolerante e sem escrúpulos, temos que o reconhecer, tal pessoa fica cerceada na sua liberdade. Às vezes, o anonimato é a única via… e tanto assim é que a moderna Corporate Governance de algumas empresas já admite o recurso a linhas anónimas como forma de ficar a saber quem anda a roubar quem, o quê e como.
Chegados aqui alguns se interrogarão: porque subscreves então um estatuto editorial que bane o anonimato? A minha resposta é: não confundamos as coisas. Uma coisa é denunciar injustiças a coberto do anonimato; outra bem diferente, é usar o anonimato para lançar anátemas sobre pessoas inocentes, corajosas ou, pura e simplesmente, de quem não se gosta por esta ou aquela razão. Não confundamos coragem com cobardia reles.
Que fazer então se alguém quiser denunciar, anonimamente, uma injustiça neste espaço? A resposta é simples: todos os autores deste blogue disponibilizam uma caixa de correio electrónico. Mande uma mensagem privada, conte o que lhe vai na alma… se o destinatário tiver condições de verificar (comprovar) as suas alegações, se se revir nelas, então será ele quem irá fazer a denúncia pública… mas, como é óbvio, com ASSINATURA.
Notas:

  • As imagens são do autor ou foram colhidas nos locais para as quais apontam as respectivas hiperligações;

  • Também publicado em ad valorem.

Vem aí a FIAPE 2010

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CASAS - Exposição de Pintura de Rui Alves




 No passado dia 25 de Março foi inaugurada na Junta de Freguesia de João de Brito, em Lisboa, a mais recente Exposição de Pintura do nosso conterrâneo e amigo Rui Simões Alves. Tratou-se da Exposição “CASAS”, que reuniu na vernissage um considerável grupo de amigos que lhe quiseram testemunhar o apreço em que têm o seu trabalho.
Para quem porventura não saiba, o Rui nasceu em Estremoz em 1956, ali para os lados da Mata, tem o Curso de Artes Gráficas da Escola António Arroio e desde 1975 que trabalha em Cinema, Fotografia, Teatro, Publicidade, Decoração, Efeitos Especiais e é claro, Pintura.
Conhecemos o Rui desde miúdo. Era um miúdo com muita pinta. Via-se logo que estava condenado às Artes. Mais tarde, integrou o saudoso Grupo de Animação Infantil da Casa da Cultura de Estremoz, onde também era um palhaço com muita pinta, ao lado dos outros: O Vargas, o Carlos Alberto, bem como o Nico e o João Carlos que já lá estão. A pinta dele agora é outra. É Pintura de quem domina as técnicas e tem uma visão amadurecida da Vida.
Para ele, para a Joana sua Mulher e para as suas filhas Ana e Alice, aqui vai um Abraço do Tamanho do Mundo, com pena de não poder ter lá estado.
Para quem queira ir visitar a Exposição, a Junta de Freguesia de S. João de Brito, fica situada na Rua Conde Arnoso, 5, em Lisboa. Aí a Exposição estará patente ao público até ao próximo dia 5 de Maio. Contamos poder apresentar os trabalhos do Rui em Outubro-Novembro, na Sala de Exposições da Associação Filatélica Alentejana no Centro Cultural de Estremoz.
Nós merecemos isso e o Rui não vai falhar.

Hernâni Matos






Estatuto Editorial


ESTREMOZ NET
Estatuto Editorial

  1. “Estremoz Net “ é um espaço de Encontro e de Caminhada, para quem ama Estremoz.
  2. “Estremoz Net" é um blogue de âmbito local e regional, generalista e que se orienta pelos princípios da liberdade, do pluralismo e da independência, procurando assegurar a todos o direito ao debate construtivo e responsável.
  3. “Estremoz Net" respeita os direitos, deveres, liberdades e garantias consignadas na Constituição da República Portuguesa.
  4. “Estremoz Net" assume-se como independente de todos os poderes políticos e económicos, bem como de qualquer credo, de qualquer doutrina ou ideologia, respeitando todas as opiniões ou crenças.
  5. Sem prejuízo do estabelecido no número anterior, as opiniões políticas, doutrinárias ou ideológicas veiculadas apenas vinculam os respectivos autores.
  6. Não obstante o “Estremoz Net" não ser um órgão de comunicação social, procurará privilegiar no seu conteúdo, a informação fidedigna, rigorosa e objectiva, a qual coexistirá, necessariamente, com as vertentes subjectivas inerentes aos textos de opinião; “Estremoz Net" é integrado por bloggers que validarão sempre com o seu nome, os respectivos posts.
  7. “Estremoz Net" não publica comentários anónimos, mas unicamente os comentários de leitores devidamente identificados.
  8. Para efeitos do número anterior são equiparados a comentários anónimos aqueles que, não obstante disponham de uma identidade virtual (Google, Open ID, etc.), não sejam susceptíveis de serem claramente identificados pelos leitores.
  9. "Estremoz Net" considera a sua acção como de serviço público, com respeito total pelos seus leitores, em prol do desenvolvimento da identidade e da cultura local, regional e nacional, da promoção do progresso económico, social e cultural das populações e do reforço da independência nacional e da paz.

Eu dou a cara



A comunicação “on line” está na ordem do dia.
Qualquer de nós é protagonista diário de uma saga que tem a ver com rotinas diárias que passam pela utilização da www, nos seus múltiplos aspectos:
- motores de busca para recolha de informação;
- correio electrónico para difusão de mensagens;
- redes sociais como o Facebook, para convívio e partilha de informação.
Hoje os eventos são eventos à escala planetária, cuja divulgação se processa à velocidade de um click.
Somos cidadãos do Mundo e neste ano de 2010, em que se comemora o Centenário da I República Portuguesa, quer queiramos ou não, somos os herdeiros lusitanos da Revolução Francesa, arauta dos valores da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade entre os homens.
Pesem embora alguns desvios de percurso, aqueles são valores que permanecem actuais e que urge honrar e revitalizar, porque os grandes valores são eternos. Têm a dimensão do Homem e/ou de Deus. A opção fica ao critério de cada um, porque é isso que é ser um Homem Livre.
Hoje não podemos estar de costas viradas uns para os outros.
A Liberdade exige Responsabilidade e não pode ser Anarquia em nome do combate à Tirania.
A Cidadania exige que cada um de nós dê a cara e se assuma de corpo inteiro, não se refugiando no anonimato ou o que é pior do que isso, não se mascarando cobardemente atrás de um pseudónimo, que muitas das vezes não é mais que o auto-reconhecimento da incapacidade de ser um Homem Livre.
Hoje, comunicar é importante. Tão importante como respirar ou comer. É igualmente um acto que deve ser assumido de uma forma ética. Hoje, não é admissível que ninguém, em nome de nenhuns pseudo-valores, tente rebaixar os outros, para se elevar a si próprio. Hoje e muito bem, fala-se em Ética da Comunicação.
Hoje, que somos Homens Livres, devemos ter respeito pela Dimensão dos Outros, bem como respeito pela Propriedade e entre ela a Propriedade Intelectual. Um acto de comunicação na www, não pode ser um mero acto de corte e colagem. São atitudes que devem ser reprovadas pela Comunidade. A Elevação do Homem é fruto necessariamente do Trabalho e do Aperfeiçoamento, mas nunca da facilidade, nem do facilitismo.
São estes alguns dos valores em que acredito. Por eles dou a cara neste blog, no qual, como diria Ives Montand, serei “compagnon de route” de amigos que não pensam como eu, mas que eu respeito na sua Individualidade, porque como Homens de Corpo Inteiro, dão a Cara, na defesa dos Ideais em que acreditam. Posso discordar deles, mas respeito-os.
Essa a Postura que será sempre a minha, neste blog de Homens de Corpo Inteiro, que aqui resolveram partilhar o seu amor a Estremoz.