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FALECEU JOSÉ FLORES: MUSEU DE ESTREMOZ PERDE UM AMIGO



O meu amigo Zé Flores/José João Brito/Desenho a Carvão/35x25cm/1996/Colecção de Desenho do Museu de Estremoz/Inv: 1891-AP-91

Ontem, 26 de Janeiro, pela tarde, faleceu António Flores. Este nasceu em Estremoz no ano de 1940, donde saiu muito cedo, mantendo no entanto uma ligação afectiva à sua terra natal.

Frequentou, já em Lisboa, a Escola António Arroio. Participou em várias exposições de gravura, nomeadamente na Exposição Comemorativa dos 20 anos da Sociedade de Gravadores Portugueses “GRAVURA”. Foi convidado a expor na I Bienal de Gravura da Amadora, apresentada a seguir no Porto, na Cooperativa Árvore e em Lagos. Participa na primeira exposição de pintura colectiva após o 25 de Abril de 1974, realizada na Galeria de Belém; na exposição “Novas Tendências do Desenho”, na Sociedade Nacional de Belas-Artes em 1986; expõe na Casa do Alentejo, numa selecção de 20 artistas alentejanos, 1989; exposição “O Papel” na SNBA em 1983; “Obras sobre papel”, 1997, “Pequeno Formato”; participa em várias exposições do Grupo Paralelo, de que foi um dos fundadores.

Exposições individuais: 1994-Galeria Municipal de Vila Franca de Xira; Galeria Municipal de Sobral de Monte Agraço; Galeria de Arte Moderna da SNBA, Lisboa. Foi membro da direcção da SNBA. Está representado no Museu Armindo Teixeira Lopes, Mirandela, de Vila Franca de Xira e no Museu Municipal de Estremoz Prof. Joaquim Vermelho. Tem obras suas em diversas colecções particulares.

A sua acção destaca-se na obra gráfica que lega e em Gravura, técnicas nas quais era um dos maiores especialistas em Portugal.

Recentemente, por limite de idade, tinha-se reformado e agora o seu objectivo era voltar a ligar-se à sua terra natal, fundando um pequeno atelier dedicado à Gravura.

O seu último trabalho foi realizar uma selecção, para a Festa do Avante de 2010, de obras da Colecção de Desenho do Museu Municipal de Estremoz Prof. Joaquim Vermelho, à qual estava de sobremaneira ligado, pela amizade que tinha a Rogério Ribeiro e pela sua acção dinamizadora de 1997. Nesse ano expos a colecção na Sociedade Nacional de Belas Artes, conseguindo algumas dezenas de doações de artistas portugueses de renome. Também agora esperava, através desta exposição, conseguir mais um conjunto de doações que enriquecessem a colecção. Aliás, havia mesmo um conjunto de ideias que esperávamos levar por diante, de modo a dinamizar o acervo e a projecta-lo nacionalmente.

A vida tem destes momentos trágicos. Uns dias antes do grave acidente que sofreu, estivémos a falar de projectos futuros - pessoais e ligados, como já disse, à Colecção de Desenho. Vi um homem cheio de energia. Vi futuro. Vi disponibilidade e um grande coração. Uns dias depois recebo da parte de Isaura Lobo a notícia do grave acidente. Esperei o pior. E o pior aconteceu ontem.

Fica na minha memória a imagem de um homem honesto, com vontade de abraçar ideais e ideias. Vontade de trabalhar para a sua terra e levar por diante o projecto que Rogério Ribeiro tinha para o acervo de Desenho.

Era esta a minha imagem de José António Flores. É esta a imagem que conservarei.


Hugo Guerreiro, Director do Museu de Estremoz

in museuestremoz.blogspot.com

ARMANDO ALVES - O SENTIDO DE UM TRAJECTO


Foi inaugurada no passado dia 11 de Dezembro, no Centro Cultural Dr. Adriano Moreira, em Bragança, uma exposição antológica da obra de Armando Alves. A exposição realizada a convite do Presidente da Câmara Municipal, António Jorge Nunes, estará patente ao público até finais de Janeiro, donde seguirá para Zamora (Espanha).
A exposição intitulada “O sentido de um trajecto” coroa 60 anos de carreira do artista e engloba trabalhos seus dos anos 50 do século passado até aos nossos dias.
Armando Alves nasceu em Estremoz em 1935. Estudou na Escola de Artes Decorativas António Arroio, em Lisboa, e na Escola Superior de Belas-Artes do Porto. Aqui conclui o curso de Pintura com vinte valores, o que originou, em 1968, a formação do grupo “Os Quatro Vintes” com Ângelo de Sousa, José Rodrigues e Jorge Pinheiro, com o qual se apresenta em exposições no final da década de 60. Entre 1963 e 1973 foi professor assistente na escola portuense, tendo aí introduzido o estudo das Artes Gráficas. A sua saída da Escola implicou, aliás, a dedicação às artes gráficas como responsável por essa área na Editorial Inova, fundada no Porto em 1968, e foi nesse domínio que recebeu o 1º prémio da Grafiporto, em 1983.
Tendo começado por uma figuração que pode aproximar-se do universo neo-realista, optou seguidamente por um informalismo matérico desenvolvido na década de 60. Nos anos 70 dedica-se à construção de objectos pintados, de grande depuração formal. A partir dos anos 80 retoma os valores da paisagem que reformula à luz de um abstraccionismo lírico.
Começou a expor individualmente em 1964, na Escola Superior de Belas-Artes do Porto para apresentar exclusivamente trabalhos de artes gráficas. Neste ano expõe na Cooperativa Árvore, onde voltaria em 1985 e 1993. Em 1978 e 1981 realiza exposições na Galeria do Jornal de Notícias, no Porto e em 1987 e 1990 apresenta-se na Galeria Nasoni, Porto. Em 1994 e 1995 expõe na mesma cidade, respectivamente na galeria Degrau Arte e na Galeria Fernando Santos. Em 1996 realiza nova exposição na Pousada de S. Francisco, em Beja, e em 1997 na Galeria Municipal de Vila Franca de Xira e na Galeria da Praça, Porto. Em 2001 expõe na Sala Maior, na cidade do Porto.
Com o grupo “Os Quatro Vintes” realizou exposições na Galeria Dominguez Alvarez, Porto (1968), Galeria Zen, Porto (1969), Sociedade Nacional de Belas-Artes (1969) e Galeria Jacques Desbrière, Paris (1970).
Entre 1997 e 2007 participou em exposições no Brasil, Chile, Cabo Verde, Maputo e Ryahd – Arábia Saudita. De então para cá tem realizado várias exposições individuais e participado em muitas outras exposições colectivas.
No dia 10 de Junho de 2006 é agraciado pelo Presidente da República com o Grau de Grande Oficial da Ordem de Mérito. Em Outubro desse mesmo ano, é homenageado pelo Município de Estremoz com a Medalha de Mérito Municipal – Ouro. Em Dezembro de 2009, recebe o “Prémio de Artes Casino da Póvoa”.
É caso para perguntar, quando é que os estremocenses terão o privilégio de ter entre si uma exposição de pintura de Armando Alves? Esta, a realizar-se, deveria ter por palco um dos locais mais nobres para o efeito: a Galeria D. Dinis ou o Museu Municipal Joaquim Vermelho. Aqui fica o alvitre a aguardar uma resposta.
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1954 - Óleo sobre tela (49,5 x 28,5 cm)
1958 - Óleo sobre tela (80 x 47 cm)
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1963 - Óleo sobre tela (84 x 99 cm)
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1978 - Óleo sobre tela (60,5 x 60,5 cm)
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1984 - Óleo sobre tela (63 x 77 cm)
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1986 - Óleo sobre tela  (200 x 160 cm)
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1995 - Óleo sobre tela (65 x 50 cm)
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2003 - Óleo sobre tela (80 x 120)
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2009 - Óleo sobre tela (40x40 cm)

CASAS - Exposição de Pintura de Rui Alves




 No passado dia 25 de Março foi inaugurada na Junta de Freguesia de João de Brito, em Lisboa, a mais recente Exposição de Pintura do nosso conterrâneo e amigo Rui Simões Alves. Tratou-se da Exposição “CASAS”, que reuniu na vernissage um considerável grupo de amigos que lhe quiseram testemunhar o apreço em que têm o seu trabalho.
Para quem porventura não saiba, o Rui nasceu em Estremoz em 1956, ali para os lados da Mata, tem o Curso de Artes Gráficas da Escola António Arroio e desde 1975 que trabalha em Cinema, Fotografia, Teatro, Publicidade, Decoração, Efeitos Especiais e é claro, Pintura.
Conhecemos o Rui desde miúdo. Era um miúdo com muita pinta. Via-se logo que estava condenado às Artes. Mais tarde, integrou o saudoso Grupo de Animação Infantil da Casa da Cultura de Estremoz, onde também era um palhaço com muita pinta, ao lado dos outros: O Vargas, o Carlos Alberto, bem como o Nico e o João Carlos que já lá estão. A pinta dele agora é outra. É Pintura de quem domina as técnicas e tem uma visão amadurecida da Vida.
Para ele, para a Joana sua Mulher e para as suas filhas Ana e Alice, aqui vai um Abraço do Tamanho do Mundo, com pena de não poder ter lá estado.
Para quem queira ir visitar a Exposição, a Junta de Freguesia de S. João de Brito, fica situada na Rua Conde Arnoso, 5, em Lisboa. Aí a Exposição estará patente ao público até ao próximo dia 5 de Maio. Contamos poder apresentar os trabalhos do Rui em Outubro-Novembro, na Sala de Exposições da Associação Filatélica Alentejana no Centro Cultural de Estremoz.
Nós merecemos isso e o Rui não vai falhar.

Hernâni Matos